
para assistir ao meu tão desejado concerto com o qual já andava a sonhar há algum tempo. Qualquer coisa mal percebida indicava que o concerto começaria às 19hs, mas na realidade às 19hs foi a abertura das portas... LOL! Mas não houve problema nenhum. Lá andava eu impaciente pelo início do espectáculo que teve lugar às 20h30 com os australianos

um grupo que não chamou muito à atenção do público, o que é típico das primeiras partes dos concertos, seja em Portugal ou noutro país qualquer.
Finalmente, creio que pelas 21h45, lá apareceram os desorganizados The National, numa sala completamente à pinha, após dois concertos nos dois dias imediatamente anteriores com os Editors.

O vocalista Matt Berninger, um pouco desorientado em palco e relativamente zombie olhava para os seus restantes compinchas do grupo e dizia em tons de acordes "The English are waiting and I don't know what to do", haha :). Soou muito original sem qualquer cena premeditada à partida. Talvez pelo público se ter apercebido disto e a frase extraída do grande hit "Mr. November", houve logo uma grande ovação por parte dos "The English". "The English"? A maioria seriam ingleses sim, mas pelo que me apercebi havia muitos estrangeiros que ali estavam para assistir a um memorável concerto dos The National, nomeadamente, portugueses (!!), americanos e muitos franceses.
A abertura do desfile dos temas incluídos no seu último álbum 'Alligator', por mim considerado como o melhor álbum de 2005, começou com a extraordinária "Secret Meeting" ("And so and now I'm sorry I missed you I had a secret meeting in the basement of my brain"), seguindo-se uma série de canções que, de música para música, tornava a assistência cada vez mais agarrada e frenética, fazendo com que o grupo e, em particular, o carismático vocalista Matt Berninger ficasse mais à solta, fumando em pleno palco (!!) e chegando a abrir uma garrafa de champagne praticamente no fim do espectáculo, visivelmente satisfeito pela actuação da banda e respectiva resposta do público. Alucinado por completo.

Canções como "Daughters of the Soho Riots", "Baby, we'll be fine", "Wasp Nest", "Murder me Rachel" e "Karen" onde Matt Berninger parecia ter uma relação íntima com o microfone, sentindo as palavras que cantava, emocionando-se com a poesia que recitava, como se o seu coração fluisse pelo sangue que passava pelas suas cordas vocais caminhando directamente para as colunas que traduziam a sua emoção.
E claro, tudo isto também suportado pela extraordinária dupla de gémeos (os Dessner e os Devendorf). Um Concerto 6 estrelas!! Parabéns aos The National!

yeah, I'm missing something, Abel, my mind's gone loose inside the shell...



