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2010/08/19

Clip: Barnacled Warship (Johnny Flynn)

Para o dia de hoje que acordou encoberto e a anunciar, com alguma antecedência que o verão, não irá tardar muito, começa a dizer "até para o ano", sugiro que vos deixai embalar por esta cena folk neu trazida pelo actor e poeta britânico Johnny Flynn, através do tema "Barnacled Warship".

Violas e violinos, baterias, trovador guerreiro, de tudo um pouco no tema em questão, saliento ainda que Johnny Flynn aproveita para deixar, na minha opinião, mais um dos vídeos de 2010,  este realizado por Christian De Vita, produtor de outros trabalhos para Tim Burton. Vê-se logo.

"Barnacled Warship", para além de ter sido lançado esta semana como single, também se encontra no álbum de originais 'Been Listening'.

Vejam o clip chuchu. :)



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2010/08/13

Mumford & Sons-"White Blank Page"

O quarteto londrino Mumford & Sons, formado em 2007, começou a ganhar mais notoriedade em 2008, após alguns gigs/trabalhos/performances em conjunto com os Noah & The Whale bem como com Laura Marling, ambos seguidores do estilo musical também proposto pelos Mumford & Sons. Caso para se dizer que os Mumford & Sons estão seguramente em boa companhia.

Inspirados pelo folk-rock, country e o bluegrass, para além de Neil Young, Ray Lamontagne e Arcade Fire terem cristalizado o universo de Ben Lovett (vocalista, teclista e praticamente o líder da banda), os M&S lançaram 2 EPs, 'Love Your Ground' e 'Cave the Open Sea', para que no final de 2009, aparecesse o primeiro álbum de originais, 'Sigh No More', riqueza de disco que só este ano conheci.

Fica por cá uma pequena maravilha para audição, o tema "White Blank Page". Obviamente, já comecei a escrever nas páginas que deixei em branco ao longo da vida. :)



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2010/08/05

Hjaltalín-"7 Years"

Os Hjaltalín, colectivo islandês que há muito pouco tempo soube que existiam, lançaram este ano o seu 2º álbum, 'Terminal', sucessor de 'Sleepdrunk Seasons' de 2008, que parece ter sido um verdadeiro triunfo. Com participações asseguradas no famoso festival Iceland Airwaves, os Hjaltalín têm actuado ao lado de várias bandas de grande cotação internacional que se tem dirigido a tão interessante festival que se realiza em Outubro pelos solos de Reykjavik.

Não sendo originais de todo, o estilo pop barroco, auxiliado por vários instrumentos dignos de uma orquestra, fazem com que os Hjaltalín se venham a pouco e pouco a impor, num mercado (já) saturado pelos Arcade Fire, Beirut ou mesmo Sufjan Stevens. Vale a pena uma visita ao MySpace da banda.

Por cá e para uma melhor visualização do que tentei transmitir, fica o vídeo (só áudio) do tema "7 Years", uma espécie de estilo Disco à la anos '70 onde num qualquer bar/clube do século XXI se pode ter a sensação que a própria orquestra se encontra junto à pista de dança. Muito interessante.


Video Credits: hjaltalinband @ youtube.com

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2010/05/14

Threadbare (Port O'Brien)

A companhia de Port O'Brien no seu mais recente álbum 'Threadbare' hoje logo pelas 7 hs da manhã no Aeroporto de Lisboa permite-me neste momento estar a escrever estas linhas num misto de tristeza por ter perdido um vôo, mas reconfortante ao mesmo tempo por ter estado sonoramente na companhia desta banda que me auxiliou, com a sua pop reluzente, a encontrar um porto de abrigo, na companhia das nuvens, mas longe de qualquer tormenta que quase me obrigasse a despir as calças pela cabeça.

Já tinha dado conta neste blog do recente concerto que os Port O'Brien deram em Lisboa. Curioso notar que escrevo agora uma crónica do disco após ter ido ao concerto. Se neste já tinham dado provas da sua maturação, resta-me dizer que 'Threadbare' é um álbum que exalta de forma sublime aquilo que tem sido um pouco a tendência da modernidade do folk tradicional norte-americano, aproximando-o daquilo que algumas bandas com nome têm conseguido com sucesso, caso dos Arcade Fire, por exemplo, fazendo no estilo lo-fi uma espécie de revolução hi-tech sem precedentes.

O conjunto dos temas presente em 'Threadbare' oscila entre dois extremos de ritmos, o calmo e o enérgico, navegando entre um mar calmo e um mar agitado, numa beleza fulgurante e delirante, consoante as ondas pelas quais temos que passar. Prova disso são os temas "High Without the Hope 3", "Tree Bones", "My Will Is Good", "Oslo Campfire" ou ainda "Calm Me Down", sendo esta última a mais adequada para o momento que vivi durante esta manhã.

Não foram precisos comprimidos para a dor de cabeça nem para o stress. Bastou-me este analgésico chamado Port O'Brien para, com candura no olhar, aguardar pacientemente pelo vôo da tarde.

Álbum Recomendado!


Video Credits: LaundroMatinee @ youtube.com

.:: Artigos relacionados com Port O'Brien neste blog: 1. 7/5 (Shoreline)-Set, 7 Mai '10; 2. Port O'Brien no Santiago Alquimista, 29 Abr '10 [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 2.].

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2010/05/02

Port O'Brien @ Santiago Alquimista, 29 Abr '10

Infelizmente a passar ao lado de muita gente, os norte-americanos Port O'Brien estrearam-se em Portugal num concerto que durou aproximadamente 1 hora, para uma casa a muito meio gás. Pena. Apesar da pouca afluência, os Port O'Brien não se deixaram vencer por esta ocorrência e mostraram toda a sua energia e boa disposição em palco, tendo como pano de fundo o seu mais recente álbum, 'Threadbare', sucessor do seu verdadeiro primeiro álbum de estreia 'All We Could Do Was Sing'.

Apesar do som não estar grande coisa (como parece ser cada vez mais habitual no Santiago Alquimista), os Port O'Brien reuniram uma sequência de temas que se iam encaixando uns nos outros, mesmo que se passasse de um tema mais mexido a outro mais ou menos introspectivo, com muitos elogios e bocas à cidade de Lisboa, nomeadamente para os "creepy portuguese university stuff", quando se referiam a esta praga que existe em Portugal: os Tunos. Para o fim ficou um dos seus temas mais conhecidos, o single "My Will Is Good" (apesar do público já se ter vibrado bastante com o tema "Leap Year"), terminando o concerto com toda a assistência convidada a rockar em palco. A aderência foi praticamente total, havendo ainda tempo para um encore em forma de duo, com a participação da belíssima Laura Gibson. Delicioso. :)

2007/03/06

07-03-10/Hot Club de Paris


Os Hot Club de Paris na minha opinião não têm muito de "Hot", na generalidade. Há pelo menos ano e meio que leio e ouço falar do grupo, mas desde o primeiro single não me despertou grande afecto.

Após o lançamento em Out '06 do primeiro álbum 'Drop It 'Til It Pops', a conclusão geral do disco é que os HCdP são mesmo para ser derrubados, pois o disco não é nada surpreendente, apresenta alguma falta de originalidade (parece haver ali alguma coisa de TV on the Radio), é pretensioso e tende mesmo para a seca. Parece que as músicas têm dificuldade em crescer, como se as ideias fossem geniais mas não as puderam implementar na prática por razões que não se sabem.

Lançaram recentemente o terceiro single, "Shipwreck", que é dispensável de acordo com o meu ponto de vista. Se organizarem a casa e fizerem valer os seus argumentos, são capazes de fabricar um trabalho bem melhor.


Temas em destaque: "Clockwork Toy" e "Bonded By Blood (A Song for Two Brothers)".

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