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2011/02/10

Band of Horses @ Aula Magna, 7 Fev '11

Numa Aula Magna completamente cheia, os norte-americanos Band of Horses marcaram finalmente a sua estreia em Portugal para um concerto que há já bastante tempo uma boa parte da audiência estaria à espera. Na velha máxima, do "mais vale tarde que nunca", os Band of Horses trouxeram a Lisboa um concerto que preencheu bastante grande parte do público, embora se percebesse que lá havia gente que pouco conhecia da discografia da banda, trazendo em memória um outro tema avulso, o que também é positivo para um melhor contacto com o artista.

Com 3 álbuns em carteira, os Band of Horses fizeram na minha opinião um concerto bastante equilibrado no que se refere à escolha (perfeita) de um alinhamento que passasse pelos 3 discos. Provavelmente a ordem pela qual os temas se foram desenvolvendo ao longo da noite não tenha sido a ideal, facto é que num concerto onde o lo-fi, o indie-rock e o folk se intersectam, os chamados "melhores" temas que se enquadram nessa categoria definida por um Diagrama de Venn ficaram para o fim, tornando realmente o concerto  muito mais interessante nos seus últimos 25 minutos.

Com alguma atenção no seu mais recente trabalho, 'Infinite Arms', ("Laredo", "Compliments", "Factory", "Part One", "NW Apt.", "Evening Kitchen") houve tempo para revisitar temas como o delicioso "Weed Party", (um dos meus temas preferidos de 2006) "Cigarettes, Wedding Bands", o emotivo "No One's Gonna Love You", (um dos meus temas preferidos de 2007), "Ode to LRC" (na lista Top '07 e imediatamente antes do encore), a potente "The Funeral", para além de "Wicked Gil", "Detlef Schrempf", "Is There a Ghost?", encerrando o concerto com "The Great Salt Lake".

Com temas de duração curta, este concerto foi feito de muitas músicas (umas 20 talvez) e boas que elas eram. Dramático e apaixonado. Brincalhão e elegante. Orgânico e confiante. A prestação da banda foi espectacular, ao contrário do que se diz por aí por algumas críticas, muito devido ao vocalista Ben Bridwell, sem retirar o mérito a todos os elementos da banda.

Por cá, um registo de um dos grandes momentos da noite: "The Funeral" + "Wicked Gil".

 

Video Credits: ppereira88 on youtube.com

.:: Artigos relacionados com os Band of Horses neste blog: 1. Wrapped in Sheets-Set, 5 Fev '11; 2. Wrapped in Sheets-Set, 15 Jan '11; 3. It Was a Wake-Up Call: PodKraak #16; 4. Amplificador '10; 5. Top Músicas 2010; 6. [TOP TRACKS 30-2010] Vídeo: On My Way Back Home (Band of Horses) [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 6.].

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2010/11/08

Broken Social Scene @ Aula Magna, 7 Nov '10

...E num mês cheio de (grandes) concertos, ontem foi a vez dos canadianos Broken Social Scene trazerem brilho à noite de Lisboa. Aguardava com expectativa o concerto deste grande colectivo canadiano, não só por tudo o que já fizeram, mas também pelo último álbum lançado, 'Forgiveness Rock Record', que é bastante bom.

Mais uma vez os BSS ultrapassaram todas as minhas expectativas, podendo mesmo considerar, na minha modesta opinião, que deram um dos melhores concertos de 2010, apesar de o considerar um bocado longo (cerca de 2 horas). As últimas 4 músicas talvez fossem desnecessárias, mas nada que incomodasse quem quer fosse do público.

Simpáticos, alegres e bem dispostos, o super-grupo proporcionou um espectáculo de nível superior, repleto de qualidade e com uma grande interacção com o público, mesmo que sem a presença de algumas participações especiais que a banda outrora tivera há alguns anos atrás.

O concerto regeu-se muito por temas do último álbum, mas também por temas de álbuns anteriores, nomeadamente, "Ibi Dreams of Pavement (A Better Day)", "Superconnected", entre outros tantos temas lado indie-rock que os BSS fazem tão bem. :)

Houve duas coisas que não percebi no concerto. Uma o facto de ser na Aula Magna... apesar de alguns temas serem efectivamente para "gente sentada", há muitos outros que não dava *mesmo* para uma pessoa estar sentada. A segunda coisa é algum público... apesar dos contagiantes temas dançáveis dos BSS (os tais que não nos conseguem ter presos à cadeira), havia algumas pessoas a dançarem de uma forma tão frenética, completamente fora de sentido. Parecia que estavam num a ouvir ao vivo o "Date With a Night" dos Yeah Yeah Yeahs. Por favor... Penso que deve ser da Aula Magna, já que vi situação semelhante em concertos de Cat Power e dos Yo La Tengo no mesmo local...

A 1ª parte do concerto ficou muito bem sob a responsabilidade dos Hipnótica que apresentou o seu mais recente álbum, 'Twelve-Wired Bird of Paradise', tendo mesmo tocado um dos temas mais bonitos feitos em Portugal em 2006/7, "Nico". Muito bom.

.:: Artigos relacionados com os Hipnótica neste blog: 1. Top Nacional 2007; 2. InterIndieCity Tracks-Set, 14 Set '07.


.:: Artigos relacionados com os Broken Social Scene neste blog: 1. Royal Bangs-"War Bells"; 2. Post-Nothing (Japandroids); 3. Tasting Delight-Set, 19 Dez '08; 4. Kraak no Coffee&Pot-Alexandre Herculano-Set, 27 Nov '08; 5. Something for All of Us... (Brendan Canning); 6. At Mount Zoomer (Wolf Parade); 7. Prémios by Kraak, 2007; 8. Kraak no Incógnito-Set, 25 Out '07; 9. Annuals; 10. The Besnard Lakes; 11. Blogger's Site Club, #2-Set, 9 Fev '07; 12. Tokyo Police Club; 13. The Victorian English Gentlemen Club; 14. Prémios by Kraak, #2; 15. Gigs '06; 16. Blogger's Site Club-Set, 16 Dez '06; 17. K.I.R. Royal-Set, 4 Nov '06; 18. ToKIL-Set, 21 Set '06; 19. The Dears; 20. (Short)Clip: Superconnected (Broken Social Scene) [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 20.].


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2008/05/13

The National @ Aula Magna, 11 Mai '08


Numa Aula Magna completamente cheia, os The National, pouco depois das 22 hs, entraram em palco para o seu 3º concerto em Portugal, com uma assistência plenamente satisfeita por ver pela primeira vez (ou rever), uma das melhores bandas da actualidade na esfera indie-rock.

Após ter visto o fraco concerto dos The National no Festival SW '07, aguardava com muita ansiedade este concerto: um que fosse fora de um qualquer festival, um que fosse próprio só para os The National, semelhante ao que assisti em Londres em Março '06. Para mim, ficaram marcadas e comprovadas a bravura e a qualidade dos The National: o concerto foi excepcional. Foi mesmo um dos concertos da minha vida inteira, um concerto que marca já o top dos concertos de 2008.

A abrir o concerto e marcar posição firme logo desde o princípio, "Brainy", que despertou logo alguma movimentação pela sala, seguida de um das canções poeticamente mais belas dos The National: "Secret Meeting". A partir daqui pareceu que algum do público começou a soltar-se, entoando partes deste tema. O alinhamento até ali (já) parecia perfeito, para logo a seguir bombarem com aquele que para mim foi o single de 2007, "Mistaken for Strangers". Excelente. Estava a tudo a correr em modo perfeito.

Matt Berninger, em conjunto com a sua banda, parecia em êxtase. Via-se nitidamente que estava feliz, tanto pela forma como conduzia o concerto, tanto pela forma como comunicava com o público, tanto pelas expressões faciais (já típicas) que desta vez não soaram a falso.

O concerto prosseguia de forma memorável com temas como "Baby, We'll Be Fine" (um dos meus temas favoritos do álbum 'Alligator'), "Slow Show" (aprecio mais a versão "29 Years" do primeiro e homónimo álbum) e até mesmo "Squalor Victoria" que é um tema que não aprecio muito em versão álbum, em palco ganhou uma dimensão que me deixou arrepiado para logo de seguida explodir com um dos temas de sempre dos The National: "Abel" o qual deixou a sala em total explosão (eu em determinados momentos olhava para uma também cliente que estava separada de mim apenas pelo corredor e reparámos os dois que estaríamos em perfeita sintonia com a maioria dos temas, cantando e dançando para nós próprios. Foi lindo.).

A seguir a esta pequena fase rock, um bloco de canções dedicadas a uma maior introspecção e que permitia sempre o vôo dos pensamentos ao longo da sala ("Wasp Nest", "Racing Like a Pro", "Ada"), para virar o disco e aparecer um dos grandes temas de 2007, "Apartment Story", onde mais uma vez, eu e a minha vizinha amiga, cantámos do princípio ao fim.

Num concerto onde normalmente estamos à espera que toquem aquelas músicas que gostamos, ansiosamente olhava para o relógio e via que já não faltariam muitas músicas mais. Tendo em conta que haveria ainda alguns temas que obrigatoriamente iriam tocar, aguardava por um tema que não chegou a aparecer: "All the Wine". Ao contrário, e a imaginar ainda o que se poderia seguir, só pedia a todos os santos para que não tocassem "Daughters of the Soho Riots". Escusado. Tocaram. Foi inevitável... Compulsivamente tenso, deixei-me ficar a ouvir o tema de olhos fechados e de cabeça baixa, imagine-se porque. Só tenho a agradecer ao cavalheiro sentado atrás de mim que a cantava por mim e que me levou, praticamente no fim do tema, a levantar-me e a ele juntar-me a gritar

"Break my arms around the one I love
And be forgiven by the time my lover comes
Break my arms around my love
Break my arms around the one I love".

A sucessão "Apartment Story" + "Daughters of the Soho Riots" deixou-me como se tivesse tido uma quebra de tensão e como se tivesse caído e batido com a cabeça no chão. Desarmado depois disto, pareço ter entrado em transe com "Fake Empire" ao mesmo tempo que procurava pela lente dos meus óculos que caíra ao chão. Recomposto, o concerto acaba com "Start a War" e eu à espera do que iria aparecer no encore.

E lá estavam elas no encore, uma das que faltava, "Mr. November" que mais uma vez provocou o delírio mesmo ali à minha frente, fazendo-me recordar memórias que nunca se apagarão da minha mente. Matt Berninger a caminhar pelos refastelados cadeirões das doutorais com algum pessoal como eu a cantar o refrão do tema. Matt Berninger bem me pode agradecer o apoio que teve quando se apercebeu que já não tinha mais fio do microfone para esticar, hahaha. O meu cabelo também agradeceu. (clip aqui disponível)

Entre outros temas tocados na fase encore, foi "About Today" que encerrou definitivamente e de forma brilhante o concerto. Como se olhasse para trás e só te visse a ti com os olhos fechados e te dissesse "Hey, are you awake/Yeah I'm right here/Well can I ask you about today".

Um verdadeiro e merecido 20 valores para os The National. O sucesso não cabe apenas ao vocalista Matt Berninger, mas também aos manos Aaron e aos manos Bryce pelas guitarras, bateria e todo o profissionalismo em palco, assim como também ao violinista australiano que marcou uma presença inesquecível, especialmente quando tentava ligar o seu violino à corrente eléctrica. Fabuloso.

"All the Wine" fica para a próxima. Assim como "Looking for Astronauts", "The Perfect Song" e "Lit Up" também. Estava a pensar ir ao Oeiras Alive! para mais uma vez os ver. Mas não vou. Como diz uma amiga minha, este concerto para mim foi uma catarse onde muito da minha alma foi lavada. É esta memória que quero guardar dos The National.

[photos by Kraak @ Aula Magna, Lisboa, 11 Mai '08]

.:: Artigos relacionados com os The National neste blog: 1. (Short)Clip: Mr "Kraak" November (The National), 11 Mai '08; 2. Hoje Vou Trisar THE NATIONAL; 3. Electric Engine-Set, 19 Abr '08; 4. Boredom-Insanity-Set, 7 Mar '08; 5. Up on the Rooftop-Set, 28 Fev '08; 6. 11 Maio '08-The National na Aula Magna [para artigos mais antigos aceder através do link definido em 6.].

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2008/05/12

(Short)Clip: Mr "Kraak" November (The National), 11 Mai '08

"Estive a ver os videos de ontem e no Mr. November estás lá tu"
"Olha os teus minutos de fama"
"Magno Kraak"
"Olhó Kraak agarrado ao Matt"
"Kraak na NET!"
"Tás no tubo e Blitz agarrado ao gajo em video!"

Video Credits: spomba @ youtube.com

Outro grande momento da noite de ontem, aqui. :D

.:: Artigos relacionados com os The National neste blog: 1. Hoje Vou Trisar THE NATIONAL; 2. Electric Engine-Set, 19 Abr '08; 3. Boredom-Insanity-Set, 7 Mar '08; 4. Up on the Rooftop-Set, 28 Fev '08; 5. 11 Maio '08-The National na Aula Magna [para artigos mais antigos aceder através do link definido em 5.].

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2008/02/26

Spoon @ Aula Magna, 23 Fev '08

Mais um excelente concerto ocorreu nesta capital. Os Spoon brilharam na noite do passado sábado perante uma assistência não muito quantitativa, mas qualitativa com certeza. Por falar em qualidade, esta também veio do lado dos artistas os quais demonstraram, com uma verdadeira postura e elegância, uma total sapiência tanto com a música como para o público, especialmente o vocalista e líder da banda, Britt Daniel. Quem lá estava já imaginava o que esperava, sobretudo quando os Spoon já se tinham apresentado em Paredes de Coura em 2007, e segundo parece, com um grande concerto (eu não estive lá).

Pouco depois das 22hs, cerca das 22h15, os Spoon discretamente pisaram o palco, ainda com a chamada "música para entretenimento" a tocar. Foi interessante a chegada da banda ao palco. A partir daí, o concerto foi praticamente "a bombar", logo a abrir com "My Little Japanese Cigarette Case". Quase sem paragens (ao que parece é próprio dos Spoon actuarem como se estivéssemos a ouvir um disco de temas colados uns aos outros) e com excelentes passagens entre os temas, com Britt Daniel algumas vezes de joelho à procura de ruídos especiais e espaciais, foi apresentado a maior parte dos temas do último álbum 'Ga Ga Ga Ga Ga', assim como alguns temas de anteriores álbuns, com maior insistência para 'Gimme Fiction', encerrando o espectáculo com a espectacular "My Mathematical Mind", retirada desse álbum.

Um concerto irresistível onde não dei pelo tempo a passar. Desta vez não foi preciso
contar o número de colheres de café para ver que o tempo voava... :)

:: "Finer Feelings", pelos Spoon, em audição via side-bar deste blog, nesta data.

.:: Artigos relacionados com os Spoon neste blog: 1. Vídeo: You Got Yr. Cherry Bombs (Spoon)-Aula Magna, 23 Fev '08; 2. Vídeo: Finer Feelings (Spoon)-Aula Magna, 23 Fev '08. [para artigos mais antigos aceder através do link definido em 2.].

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2008/02/25

Vídeo: You Got Yr. Cherry Bomb (Spoon) @ Aula Magna, 23 Fev '08

[Post #1000]

Na sequência do post anterior, fica aqui mais um vídeo do excelente concerto dos Spoon no passado sábado. Regista-se neste blog o vídeo (caseiro-live) de um dos grandes temas de 2007: "You Got. Yr. Cherry Bomb", do álbum 'Ga Ga Ga Ga Ga', um dos 20 melhores álbuns de 2007, na minha opinião.

Ao clicares na imagem abaixo, acedes ao site onde se encontra alojado o referido clip. Se carregares em play, mas na linha de controlo, visualizas o dito neste blog. A decisão é tua, mas não te admires se vires a cabeça da minha vizinha da frente que, não sei por qual motivo, não parava quieta ao som deste tema. :P


Video Credits: Megakraak @ youtube.com

.:: Artigos relacionados com os Spoon neste blog: 1. Vídeo: Finer Feelings (Spoon)-Aula Magna, 23 Fev '08. [para artigos mais antigos aceder através do link definido em 1.].

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2008/02/18

11 Maio '08: The National @ Aula Magna


Recebido hoje às 22h18m de info@americanmary.com e visto após o grito da Extravaganza ao telefone.


"Hello All.

Hope you are well + enjoying what remains of this mild/wild winter! We have a lot of new shows + festivals to announce for 2008 ... Even MORE announcements to come in our next installment!

Tickets for Portugal, Dublin + Copenhagen go on-sale this week!

See you soon!

--

NEW SHOWS:
+ May 11 – Aula Magna – Lisbon, Portugal
+ May 12 – Olympia Theatre – Dublin, Ireland (Third + FINAL show added!)
+ August 11 – Vega – Copenhagen, Denmark

NEW FESTIVAL ANNOUCEMENTS:
+ T in the Park, Scotland: July 11-13
+ Benicassim, Spain: July 17-20
+ Haldern Pop Festival, Germany: Aug 2-4
+ Oya Festival, Norway: Aug 5-9
+ Way Out West Festival, Sweden: Aug 8-9

[Kraak em transe]

Extravaganza: as nossas investidas no passado Festival Sudoeste parece terem resultado, hein? Lá vão as garrafas de tinto passear novamente, hehehe. Se os Midlake vierem cá em Julho, dou-me por vencido e podem fazer o que quiserem comigo.

:: "Abel" pelos The National, em audição via Radio.Blog do blog Paixaum >+++'>, nesta data.

.:: Artigos relacionados com os The National neste blog: 1. Kraak Sea Power!-Set, 17 Jan '08; 2. Dust, Rust, Lust-Set, 13 Jan '08; 3. Amplificador '07; 4. Gigs '07; 5. Top Músicas 2007; 6. Top Concertos 2007; 7. Clip: Apartment Story (The National)
[para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 7.].

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2007/12/03

Josh Rouse @ Aula Magna, 26 Nov '07


Um bocadito debilitado, Josh Rouse subiu novamente ao palco da Aula Magna para mais uma passagem por Lisboa, desta vez destinada à promoção do seu último trabalho, 'Country Mouse City House', o qual não pode ser considerado mau, mas também muito longe de trabalhos produzidos há alguns anos atrás, como, por exemplo, '1972' ou 'Nashville'.

Josh Rouse abriu o concerto com "Hollywood Bass Player", antecipando ao público que enchia quase por completo a sala, como se desenrolaria o concerto naquela noite. Mas não, foi uma espécie de falso alarme, pois o alinhamento da noite foi composto por alguns temas de '1972', do seu anterior trabalho, 'Subtítulo', (provavelmente um dos mais fracos da sua carreira) e ainda do velhinho 'Under Cold Blue Stars', que ele fez questão de afirmar.

Na minha opinião e atendendo às condições de Josh Rouse, o concerto foi bom. Melhor do que se esperaria para alguém que não se sentia bem. Em todo caso, não sei se nas suas condições perfeitas, Josh deslumbraria o público, como já o fez em concertos anteriores. Mas, Josh Rouse é sempre Josh Rouse e seria impensável perder um seu concerto. Para a próxima a ver se ele traz a Paz Suay, para cantarem alguns dos temas do EP 'She's Spanish, I'm American', este sim, de qualidade superior ao último álbum 'Country Mouse City House'.

O alinhamento da noite já não me lembro muito bem (o problema de não escrever estes posts logo a seguir ao concerto dá nisto :Z), mas houve um excessivo número de temas de 'Subtítulo' (pena) e aquelas mais conhecidas e adoradas do álbum '1972', nomeadamente "Comeback (Light Therapy)" e "Love Vibration" a qual encerrou de forma brilhante o concerto (já me estava a passar que ele nunca mais cantava tal tema).

:: "Hollywood Bass Player" por Josh Rouse, em audição via side-bar deste blog nesta data.

.:: Artigos relacionados com Josh Rouse neste blog: 1. Dope Nose Delirium-Set, 29 Nov '07; 2. Stop Barking at Indie-Set, 4 Out '07; 3. Josh Ritter e a Rapariga na Guerra; 4. Stephen Fretwell; 5. InterIndieCity Tracks-Set, 14 Set '07; 6. Josh Rouse e Paz Suay: She's Spanish, I'm American [links para artigos mais antigos através deste post].

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2006/12/10

06-05-49, #2/Cat Power @ Aula Magna, 4 Dez '06


Sinceramente já não sei bem a que horas teve início o concerto de Cat Power... talvez pelas 21h20? Não me recordo. Do que sei é que este post deveria ter sido publicado quando cheguei a casa, logo a seguir ao concerto, pois este é um daqueles espectáculos que necessariamente tenho que fazer um delete do meu cérebro.

"Então? A Cat nunca mais entra?" Isto deveria ser o que ia na cabeça do guitarrista e da generalidade dos membros que suportavam Cat Power antes de ela pisar o palco. Como ela não aparecia, lá resolveram improvisar um entretenimento para a malta estar mais descansada. Imaginei eu que seria uma encenação propositada para que a dama Power entrasse em glória. Mais tarde apercebi-me que estava enganado.

Alguns minutos mais tarde lá se dignou a aparecer com um copo na mão, a fumar, muito sorridente e feliz, a dançar manhosamente qualquer coisa e começou então o show.

Começou bem no meu entender. Os dois primeiros temas estavam a correr bem. Ao fim do segundo, os fotógrafos saíram e pronto, ela já poderia fazer o que quisesse. Com alguns problemas técnicos pelo meio, lá se foi aguentando com algumas parvoíces pelo meio e pelo fim, e todo aquele jogo de conversinha com o guitarrista já começava a soar a bluff. Quando foi para o piano, foi a desgraça. Tudo já andava a roçar quase no histórico não-concerto de Matosinhos e, na minha mente, eu já começava a perspectivar que o final daquilo não seria grande coisa.


    Em resumo, o concerto foi um autêntico deboche. Ridículo. Parecia o ensaio. Desde as luzes ao som, passando por Chan Marshall e pela banda que a acompanhou, The Dirty Delta Blues, os quais tiveram que comer e calar, afinal o espectáculo era dela. Ela tem uma voz maravilhosa, é certo, houve canções que até me tocaram ao princípio, mas foi só. Nem mesmo os momentos mais íntimos brilharam. Desde alterar as letras, esquecer-se das mesmas, alterar o curso dos temas pelos motivos acima mencionados, live checksound, servir-se do guitarrista como bengala porque já não sabia o que fazia... enfim. De tudo um pouco. Vergonhoso. Absurdo. Péssimo.

    Felizmente não houve encores e o alinhamento foi embrulhado, algumas cópias atiradas ao público, outras distribuídas directamente. O mais caricato de tudo foi assistir a um razoável público que a aplaudia histericamente, normalmente a malta mais nova, que muito sinceramente deveriam estar enganados no género musical e devem ter achado aquela soap opera o máximo (até "cornos" vi no ar, como se estivesse a assistir a um concerto punk).

    Cat Power: bateste muito no fundo e não deixaste memórias. Drinks, Drugs & Rock NÃO Roll. Cura-te, minha querida, porque ainda não estás recomposta das tuas depressões.

    As fotografias ficaram muito más, pois também não houve nenhuma alma que iluminasse Cat Power como deve ser. Patético.


    2006/12/07

    06-05-49/Yo La Tengo @ Aula Magna, 3 Dez '06


    Deliciosamente cerca das 21h10m, os veteranos Yo La Tengo subiram ao palco da Aula Magna, após vários espectáculos por este velho continente, para um daqueles concertos que ficam em memória durante muito tempo.

    Já muito rodados nestas actividades, os YlT apresentaram-se completamente à vontade, como se conhecessem bem os cantos da casa, como se conhecessem bem o público português, como se tivessem bem feito o trabalho de casa. Verdades absolutas.

    Com uma discografia bastante extensa, a banda liderada pelo mestre vocalista Ira Kaplan, demonstrou, como eu aqui dizia, que sabem o que fazem. Desde os temas do novo álbum ("Mr. Tough", "Beanbag Chair", "Pass the Hatchet, I Think I'm Goodkind", entre outros), como algum passeio pelo passado, foram enérgicos e doces, alegres e tristes, movidos a electricidade e a gás, não dando azo a que houvesse, no fim do concerto, grandes opiniões divergentes. O concerto foi muito bom e isto é do consenso geral.


    3 regressos ao palco com encores brilhantes, com versões destes e daqueles, um público a pedir cada vez mais, ou seja, em resumo cerca de 2 horas de concerto que encheram todas as medidas da Aula Magna. Um verdadeiro eclectismo aterrado em Lisboa.

    Voltem folks! :)

    :: "I Should Have Known Better" e "Beanbag Chair" pelos Yo La Tengo, (ainda) em audição no side-bar deste blog, nesta data.


    2006/07/09

    06-01-28/Josh Rouse @ Aula Magna, Lisboa


    Uma vez mais, uma presença obrigatória em mais um dos concertos do carismático Josh Rouse, cá por terras lusas. Depois de eu ter falhado em 2004 o seu concerto no Porto, foi com grande satisfação que estive à sua beira no Festival SW em 2005 e também no passado dia 23 Jun '06, numa sala especial, para receber o som de um compositor e intérprete extraordinários.

    Envolto nalgum mistério, pois este concerto estava incluído, tipo interlúdio musical, na Final do TMN Garage Sessions, Josh Rouse entrou em palco pelas 22h10 acompanhado de um quarteto nacional, String Quartet (para mim desconhecidos de todo), que não sabia muito bem como iria resultar o acompanhamento das canções de Rouse com violinos (discutia-se o assunto entre amigos antes do início do concerto). Como seria de esperar, obviamente que resultou muito bem. :) Os String Quartet participaram com Josh Rouse nalgumas músicas (talvez umas 8) deixando os restantes temas a cargo exclusivo de Josh Rouse com a sua serena e sedutora voz, acompanhado da sua inseparável viola.

    Mais gordito e com um novo look facial (a vida em Espanha parece estar a correr bem), Josh Rouse pôs um sorriso no público logo quando iniciou o seu espectáculo com um tema do seu recente álbum 'Subtítulo', "Quiet Town", seguida da orelhuda "Givin' It Up", também do mesmo disco. Com o (real) objectivo de promover o seu último álbum o qual não considero que seja brilhante, Josh Rouse soube muito bem como prender a assistência entre temas do passado (álbuns '1972' e 'Nashville') e do presente ('Subtítulo').

    Cerca de hora e meia de autêntico desfile de simplicidade, harmonia e boa disposição, culminando com um dos encores da noite (muitíssimo aguardado, pelo menos por mim) de "Love Vibration", do álbum '1972'.

    Qualquer dia estás a viver em Portugal! :)

    2005/11/13

    Devendra Banhart @ Aula Magna de Lisboa

    Após uma 1ª parte (algo atribulada e sinceramente desagradável) dos Caveira, um projecto português que não cheguei a perceber exactamente que linha segue, eis que Devendra Banhart pelas 22h10 pisa o palco da Aula Magna acompanhado dos seus amigos dos San Francisco a quem carinhosamente alcunhou de 'Hairy Fairy'. Um espectáculo magnífico, cheio de cumplicidade com o seu (fiel) público a quem Devendra chegou a pedir (mais) barulho porque o silêncio daquela sala o incomodava :). Repetiu a proeza de convidar um forasteiro para o palco para tocar e cantar algo de autoria do convidado. Desta vez, a sorte coube ao Gonçalo. Segundo dizem, esta atitude não foi inédita pois já havia acontecido na sua actuação no Festival SW, em Agosto '05, o qual não cheguei a tempo de assistir.

    Devendra não deixou passar em claro as suas nítidas preferências do universo Caetano Veloso, deixando neste concerto malhas assumidas dos Lambchop e Chet Baker. Muito bom. Jóia, né? :)

    2005/11/12

    Devendra Banhart



    Aquele que nos fez crer que a música folk ainda existe está de volta a Portugal, e desta vez em Lisboa para um (magnífico) concerto hoje na Aula Magna. Amanhã regressarei para comentar :)

    2005/06/05

    Billy Corgan


    Há quem não tenha gostado. Apesar de achar que o Billy Corgan não canta grande coisa e que ele é mais música que voz, achei o concerto interessante e o recurso ao set-visual também foi chamativo. A questão é que muito do público e possivelmente também eu, estaríamos à espera de algumas coisas do passado, quase sem querer acreditar que os Smashing Pumpkins já estão enterrados há algum tempo. Ter em atenção que o próprio Billy parecia mais garrido nas músicas, com letras com mais alma, reflexo da viragem para o lado das palavras, na tentativa de captar a atenção pelo lado da letra. Apesar do preço exageradamente caro, não foi de forma alguma desperdício de tempo.

    2005/06/04

    Gliss


    Grande novidade, os Gliss trouxeram-me uma grande surpresa. Achei uma banda muito simpática, com presença sincronizada no palco e que julgo ter captado a atenção do público. Era ver no intervalo e no fim do concerto muita gente a comprar o CD e na conversa com eles (o meu caso). Composta por 3 elementos (Martin Klingman – vocalista, David Reiss – guitarrista e a Victoria). Mais informação em http://www.gliss.tv.

    2005/06/03

    Antony and The Johnsons


    Concerto com alguma alma, especialmente devido ao duo voz vs corpo m/f, com muita sensibilidade e boa disposição. Parece que o concerto no Porto foi mais intimista. Há quem tenha achado o da Aula Magna enfadonho ou sonolento. Para o fim, também já estaria a pensar o mesmo. Faltaram algumas canções que o people estava à espera.

    Citados pelo Diário Digital, em relação ao seu novo CD, "O novo trabalho constitui um reflexo das múltiplas influências da identidade "Antony and The Johnsons", com uma mescla de referências que vão desde Boy George a Lou Reed. A inspiração máxima continua a ser um reflexo dos ambientes de Nova Iorque da década de '60, conseguido incutir modernidade através das colaborações com artistas como Devendra Banhart e Rufus Wainwright."

    --> Devendra Banhart (uma musicalidade recente desde 2004 para eu continuar a explorar)
    --> Rufus Wainwright (já conhecido - 1ª parte dos Keane em Março '05).