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2011/03/04

Danças Ocultas @ Museu do Oriente, 4 Mar '11

21:45 foi a hora que o quarteto da concertina Danças Ocultas pisou o palco do auditório do Museu do Oriente, em Lisboa, perante uma sala repleta de gente cujas idades variavam dos 8 aos 80 anos, o que demonstrava logo à partida a abrangência do que iria ser este concerto. Este pretendia assinalar o lançamento do mais recente trabalho da banda, 'Alento', uma compilação que reúne os melhores momentos contidos nos 4 álbuns de originais que foram lançados durante a carreira deste Quarteto musical.

Se ao princípio, durante cerca de 3 músicas, os Danças Ocultas se mostraram bastante intimistas, foi a partir da 4ª música que a alegria começou a invadir aquela sala onde o ambiente era descontraído, o palco simples, o jogo de luzes elementar, a interacção entre os elementos da banda era de uma cumplicidade feroz, quer pelas suas vozes baixinhas quer pelas vozes das concertinas e dos seus foles, onde a beleza inquietante desses mesmos instrumentos foi extrema e que surpreendeu algum do público mais distraído, tal como ouvi à saída do concerto, "estou impressionado com o que um acordeón pode fazer", isto após 2 encores magníficos que encerraram o concerto pelas 23:00.

Uma excelente forma de terminar a semana laboral. Parabéns, Danças Ocultas!

.:: Artigos relacionados com os Danças Ocultas neste blog: 1. Danças Ocultas-Nova Colectânea: 'Alento'.

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2011/02/21

Danças Ocultas-Nova Colectânea: 'Alento'

Após 15 anos desde o lançamento do homónimo álbum de estreia, os Portugueses Danças Ocultas lançaram hoje a colectânea 'Alento' que pretende reunir o melhor dos seus 4 álbuns de originais, 'Danças Ocultas', 'Ar', 'Pulsar' e 'Tarab'.

Este quarteto de concertina, regido pela estética contemporânea, tem sido reconhecido no panorama musical nacional e internacional, tendo recentemente actuado na primeira parte dos concertos de Tindersticks e de Rodrigo Leão, assim como também foram convidados a actuar no encerramento da Womex (a exposição mundial na área da World Music).

Para além de iniciarem já no próximo dia 24 Fev uma digressão pela Europa, passando por Salzburgo, Viena, Luxemburgo, Budapeste, Dunquerque (FR), Zug (CH), Helmond (NL), entre outras cidades, os Danças Ocultas irão apresentar no próximo dia 4 de Março, este seu mais recente no auditório do Museu do Oriente, em Lisboa.

A não perder! Fica um vídeo do tema "Contradança", durante a actuação dos Danças Ocultas no Festival Músicas do Mundo 2008, em Sines.


Video Credits: dancasocultas on youtube.com

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2010/05/14

Threadbare (Port O'Brien)

A companhia de Port O'Brien no seu mais recente álbum 'Threadbare' hoje logo pelas 7 hs da manhã no Aeroporto de Lisboa permite-me neste momento estar a escrever estas linhas num misto de tristeza por ter perdido um vôo, mas reconfortante ao mesmo tempo por ter estado sonoramente na companhia desta banda que me auxiliou, com a sua pop reluzente, a encontrar um porto de abrigo, na companhia das nuvens, mas longe de qualquer tormenta que quase me obrigasse a despir as calças pela cabeça.

Já tinha dado conta neste blog do recente concerto que os Port O'Brien deram em Lisboa. Curioso notar que escrevo agora uma crónica do disco após ter ido ao concerto. Se neste já tinham dado provas da sua maturação, resta-me dizer que 'Threadbare' é um álbum que exalta de forma sublime aquilo que tem sido um pouco a tendência da modernidade do folk tradicional norte-americano, aproximando-o daquilo que algumas bandas com nome têm conseguido com sucesso, caso dos Arcade Fire, por exemplo, fazendo no estilo lo-fi uma espécie de revolução hi-tech sem precedentes.

O conjunto dos temas presente em 'Threadbare' oscila entre dois extremos de ritmos, o calmo e o enérgico, navegando entre um mar calmo e um mar agitado, numa beleza fulgurante e delirante, consoante as ondas pelas quais temos que passar. Prova disso são os temas "High Without the Hope 3", "Tree Bones", "My Will Is Good", "Oslo Campfire" ou ainda "Calm Me Down", sendo esta última a mais adequada para o momento que vivi durante esta manhã.

Não foram precisos comprimidos para a dor de cabeça nem para o stress. Bastou-me este analgésico chamado Port O'Brien para, com candura no olhar, aguardar pacientemente pelo vôo da tarde.

Álbum Recomendado!


Video Credits: LaundroMatinee @ youtube.com

.:: Artigos relacionados com Port O'Brien neste blog: 1. 7/5 (Shoreline)-Set, 7 Mai '10; 2. Port O'Brien no Santiago Alquimista, 29 Abr '10 [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 2.].

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2010/05/02

Port O'Brien @ Santiago Alquimista, 29 Abr '10

Infelizmente a passar ao lado de muita gente, os norte-americanos Port O'Brien estrearam-se em Portugal num concerto que durou aproximadamente 1 hora, para uma casa a muito meio gás. Pena. Apesar da pouca afluência, os Port O'Brien não se deixaram vencer por esta ocorrência e mostraram toda a sua energia e boa disposição em palco, tendo como pano de fundo o seu mais recente álbum, 'Threadbare', sucessor do seu verdadeiro primeiro álbum de estreia 'All We Could Do Was Sing'.

Apesar do som não estar grande coisa (como parece ser cada vez mais habitual no Santiago Alquimista), os Port O'Brien reuniram uma sequência de temas que se iam encaixando uns nos outros, mesmo que se passasse de um tema mais mexido a outro mais ou menos introspectivo, com muitos elogios e bocas à cidade de Lisboa, nomeadamente para os "creepy portuguese university stuff", quando se referiam a esta praga que existe em Portugal: os Tunos. Para o fim ficou um dos seus temas mais conhecidos, o single "My Will Is Good" (apesar do público já se ter vibrado bastante com o tema "Leap Year"), terminando o concerto com toda a assistência convidada a rockar em palco. A aderência foi praticamente total, havendo ainda tempo para um encore em forma de duo, com a participação da belíssima Laura Gibson. Delicioso. :)

2009/10/27

Time to Die (The Dodos)


Não sendo propriamente a hora de morrer, tal como o título do 3º trabalho dos californianos The Dodos sugerem, julgo que também não será a altura certa para fazer o funeral à banda. 'Time to Die', álbum sucessor de 'Visiter', um dos 20 melhores álbuns de 2008 na minha opinião, marca uma pequena viragem no percurso da banda, mostrando-nos um lado mais folk-friendly, deixando de lado algumas das alegorias psicadélicas apresentadas em 'Visiter'.

Numa aproximação mais ou menos notória ao folk bucólico apresentado pelos Fleet Foxes tendo presentes algumas malhas à la Arcade Fire (vai-se lá perceber que motivo os levou a tal), os The Dodos se calhar tentam limpar um pouco da imagem hype que alcançaram no ano passado, avançando claramente para um universo mais perto da pop, possivelmente influenciados pelo grande boom do álbum homónimo dos Fleet Foxes e, já agora, querendo ganhar algum terreno face ao aguardado novo álbum dos The Shins. Fasquia elevada, é certo, mas que nem sempre se traduz em grandes proveitos para uma banda como os The Dodos.

Composto por 9 faixas, 'Time to Die' é sem dúvida um álbum que entra bem pelos ouvidos. Só que ao fim de algumas audições, a conclusão que se tira é que realmente o que vale a pena mesmo são cerca de 3 a 4 faixas e são estas que constantemente estão em modo repeat quando ponho o disco a correr. Posso mesmo considerar que há 1 ou 2 temas assim um pouco estranhos, como se quisessem fazer algo que não resultou lá muito bem, mas salienta-se o destaque visível dado pela bateria, totalmente adaptada ao ritmo sonoro que os The Dodos propõem neste novo trabalho.

Não conhecendo o primeiro trabalho da banda, 'Beware of the Maniacs', já que só os conheci no ano passado, 'Time to Die', apesar de ser um álbum que recomendo está a alguma distância de 'Visiter', na minha opinião. Os temas que realmente merecem um grande mérito são o belíssimo single "Fables" (talvez mesmo o melhor tema do álbum), "Troll Nacht", "Acorn Factory" e o tema de encerramento do álbum e que também lhe dá nome, "Time to Die".

Fica por cá o clip oficial do single "Fables".


Video Credits: frenchkissrecords @ youtube.com

.:: Artigos relacionados com The Dodos neste blog: 1. Autopilot Engaged-Set, 31 Jan '09; 2. Prémios by Kraak-2008, Parte #3; 3. Amplificador '08; 4. (TOP 2008) Kraak e os Destaques 2008-Top Álbuns: 11-20; 5. Sugar-High Toddlers-Set, 7 Nov '08; 6. Visiter (The Dodos) [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 6.].

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2009/04/26

Turning Down Water for Air (James Yuill)


Numa forma equilibrada entre o tradicional folk britânico e aquilo que a tecnologia pode hoje fazer, James Yuill apresenta-se neste segundo álbum, 'Turning Down Water for Air', de uma forma perfeitamente híbrida, tentando nunca descurar toda a base das suas canções mas também a não se deixar enveredar pelos possíveis caminhos para uma das suas canções aparecer ao longo de uma pista de dança a uma determinada hora da noite, embora o pudesse seguramente fazer.

Admirador dos Radiohead, como já tinha mencionado, mas também grande seguidor de SebastiAn, a virtude de 'Turning Down Water for Air' está precisamente focada nesta feliz mistura electro-acústica onde se pensa que este seu novo álbum tanto pode ser ouvido numa festa como no escuro da noite, dentro de casa. Um bom álbum para ser deliciado do princípio ao fim, onde destaco alguns temas como "No Surprise", "You Always Do", "No Pins Allowed", "Left Handed Girl" e "Head Over Heels".

Recomendado.

.:: Artigos relacionados com James Yuill neste blog: 1. Party Kraakers-Set, 30 Jan '09; 2. James Yuill-"No Surprise".

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2009/03/23

Alela Diane-O Milagre Chegou à Terra em 2009


Depois de um primeiro álbum, 'The Pirate's Gospel', que chegou à Europa 3 anos mais tarde após a sua realização nos Estados Unidos e que conquistou o mercado britânico com as suas críticas (mais que) favoráveis, a vida da norte-americana Alela Diane modificou-se por completo. Depois de várias digressões pelo seu país natal e posteriormente pela Europa, eis que este ano, depois dos Animal Collective, Alela Diane e o seu novo álbum 'To Be Still' parece ser o grande boom do ano, como se de um milagre se tratasse, pelo menos a nível europeu.

Não que aprecie muito o estilo Joanna Newsom ou Cat Power que já ninguém se lembra como era, mas, sem desfazer do talento e qualidades de Alela Diane, a sua voz mágica, doce e sensual parece espectacular para a audição dos seus temas propostos no seu MySpace uma única vez. Aliás, basta ouvir apenas um dos temas: os outros são todos iguais. Estáticos e cozidos apenas em água, faltando-lhes um bocado de tempero para alternar entre folk e rock. Indie rock? Onde? Devendra Banhart não será muito mais interessante e original? Gosto muito mais da Alela Diane na sua contribuição para o Projecto Headless Heroes e o respectivo álbum de covers, 'The Silence of Love'.

E assim acontece mais um daqueles fenómenos inexplicáveis.

Fica aqui o clip oficial do tema "White as Diamonds" para melhor apreciação. Podem chamar-me nomes se quiserem. Não me importo.



Video Credits: NamesRecords @ youtube.com

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2009/01/22

James Yuill-"No Surprise"


Aqui está um dos discos que perdi em 2008 e que importa fazer referência este ano: o segundo álbum do britânico e admirador dos Radiohead, James Yuill, 'Turning Down Water for Air'. Lançou há muito pouco tempo um single deste álbum, "No Surprise", um título bastante sugestivo e evidente para quem aprecia os Radiohead, hehe. James Yuill lembra-me Andrew Bird, não totalmente pelo seu estilo de música, mas sim por também ser uma especie de Mr. Multitasking. O toque electrónico que dá aos seus temas em modo acústico são mesmo como a luz que chega trazida por uma manifestação de ar fresco nesta atmosfera cheia de ozono.

Fica a sugestão para quem não o conhece!



Video Credits: NettwerkMusic @ youtube.com

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2008/11/06

Visiter (The Dodos)


Apesar de 'Visiter' ser o segundo álbum dos norte-americanos The Dodos, para mim é como se ele fosse o primeiro, porque só conheci este duo durante o presente ano. Acolhi-os com bom entusiasmo cá pela aparelhagem cá de casa, pois 'Visiter' reveste-se de uma guerra de ritmos bastante pacífica, como se não fosse necessário pôr a bandeira branca do lado de fora da janela a decretar a paz.

Influenciados seguramente por alguns ritmos tribais (leia-se exóticos), os The Dodos, com toda a sua simplicidade e longe de hypes de algumas (pseudo-)vedetas arrivistas, conseguem fazer uma mistura interessante de várias sonoridades com uma criatividade respeitável.

A todo este figurino, junte-se uma dose de lirismo e romantismo, algum travão nos seus temas mais enérgicos e temos os The Dodos numa versão pop-experimental, em modo acústico (quase como se estivessem a cantar algumas versões dos The Magnetic Fields ou mesmo dos seus descendentes suecos directos, Jens Lekman ou os Suburban Kids with Biblical Names), capazes de fechar o circuito de 'Visiter' cujo caminho se passeia por vários arcos que unem diversos nós de amarração onde a incisiva percussão e as suas belas e calmas melodias fazem um ponto de paragem obrigatório em cada um desses nós.

Temas em destaque e a reter por diversos leitores mp3 e playlists da vida sonora: "Walking", "Red and Purple" [vídeo abaixo], "Fools" [vídeo aqui], "Joe's Waltz", "Winter", "Jodi" e a maravilhosa "God?".

Álbum Recomendado!


Video Credits: TheBoss2332 @ youtube.com

!!! The Dodos em concerto em Portugal: dia 5 Dez '08 no Salão Brazil, em Coimbra e dia 6 Dez '08, em Lisboa, no MusicBox.

.:: Artigos relacionados com os The Dodos neste blog: 1. Top '08 (Provisório), #2; 2. The Dodos.

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2008/10/04

Clip: Moving On + Harry Rivers (Sean Riley & The Slowriders)


Sean Riley & The Slowriders, uma daquelas melhores bandas que emergiram no burgo nacional nos últimos tempos, portadores de um dos melhores álbuns nacionais lançados em 2007, 'Farewell', viram o clip oficial do single "Moving On" premiado no Festival ViMus de 2008, o que lhes valeu a participação num outro festival do mesmo género em Barcelona. Parabéns a Sean Riley & The Slowriders, bem como a Rodrigo Areias, realizador de tal clip. Um prémio mais que merecido, tanto pelo clip como pelo tema.


Video Credits: SomLivre @ youtube.com

Aproveitem para ver o mais recente clip de
Sean Riley & The Slowriders, "Harry Rivers", também do álbum 'Farewell'.



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2008/08/04

The Dodos


Estou muito contente porque acho que finalmente o Amazon deve ter acertado o algoritmo que optimiza os meus ouvidos e conseguiu fazer-me uma recomendação de jeito... os norte-americanos The Dodos de quem já tinha ouvido falar, mas que julgava serem mais uns no meio de muitos.

Errado. Não conhecia este duo e fiquei a saber que o último álbum que lançaram, 'Visiter', já é o 2º longa-duração da carreira deste pessoal de São Francisco, após a sua estreia com 'Beware of the Maniacs'.

O que torna os The Dodos bastante atractivos é que o folk alternativo que se propõem difundir é muito ao estilo do antigo e clássico rock 'n roll, o que os torna uma alternativa bastante recomendável a Bon Iver e mesmo aos Fleet Foxes e aos Midlake, aproximando-se um pouco às propostas nu-folk apresentadas pelos Animal Collective.

A seguir com muita atenção o clip oficial de "Fools", um dos temas inseridos no álbum 'Visiter'. Uma visita ao MySpace dos The Dodos também é altamente recomendável, especialmente para os temas "Red and Purple", "Jodi" e "The Ball".


Video Credits: The Dodos @ MySpaceTV

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2007/08/18

07-07-33/Clip: Hands Remember (Seabear)


Na sequência do post anterior e se o país eleito continua a ser a Islândia, nada como experimentar a sonoridade destes novos grupos que continuam a brotar de terras nórdicas tão especiais. Desta vez, fica-se por aqui com o colectivo Seabear, hoje composto por 7 pessoas, mas que até há algum tempo atrás era pura e simplesmente uma one-self-band.

Com um EP fascinante lançado em 2004, 'Singing Arc' (totalmente disponível para download no site da banda), os Seabear preparam-se para lançar durante este mês de Agosto o seu primeiro álbum longa-duração, 'The Ghost That Carried Us Away', pela alemã Morr Music.

O muito interessante tema "Libraries" extraído do álbum acima referido, pode aqui ser ouvido. Vale mesmo a pena fazer a agulha até para por lá passar, bem como pelo MySpace do grupo. Além destas sugestões, fica também aqui registado o clip do tema "Hands Remember" o qual também é muito melodioso e atestado de plena beleza.

Ao clicares na imagem abaixo, acedes ao site onde se encontra alojado o referido clip. Se carregares em play, mas na linha de controlo, visualizas o dito neste blog. É contigo a escolha, mas logo a seguir não me digas que faz frio nessas terras da Seabéria... :P


Video Credits: obomobo @ youtube.com

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2007/01/06

07-07-01/Clip: Emily (Adam Green)

Hoje, por cá e para abertura da Temporada '07, um clip sugerido e oferecido pela Corpo Visível, de um tema que acompanhou a brisa marítima nos últimos tempos: "Emily" de Adam Green, do álbum 'Gemstones' (2005).

Ao clicares na imagem, acedes ao site onde se encontra alojado o clip. Se carregares em play, mas na linha de controlo, visualizas o dito neste blog. É contigo a escolha, contudo ninguém te vai perdoar por ter falhado o concerto de Adam Green este ano :P


Video Credits: babybubble @ youtube.com


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2006/11/19

06-01-47/Accidents Occur Whilst Sleeping (Lupen Crook)


Após algumas experiências por outros grupos durante o ano passado, eis que Lupen Crook (este não é o seu nome de baptismo, embora insistam em chamá-lo desta forma - o seu verdadeiro nome é Billy Childish -) decidiu enveredar por uma carreira a solo com o seu toque pessoal pelo seu mundo pessoal da folk distorcido para a proa do seu barco.

Após um EP em 2005 e com alguma proximidade aos The Coral, LC lançou este ano o seu álbum de estreia, 'Accidents Occur Whilst Sleeping', com especial destaque inicial para o tema (do mesmo álbum), "Love 80". Um saboroso e açucarado tema carregado com a atmosfera de Syd Barrett, esta povoada na mente de LC.


Lupen Crook aka Billy Childish é um jovem de 23 anos, crítico, escritor e compositor de músicas a que podemos chamar tristes, dolorosas, gritantes e ao mesmo tempo calmas, com letras por vezes agressivas e angelicais. Um corajoso rapaz que parece pretender chamar todas as pessoas para testemunharem o seu belíssimo trabalho. E é muito fácil. Difícil é rotular o seu género de música: uma espécie de folk gótico que vagueia por um indie distorcido. Parece não haver género musical deste tipo nos catálogos musicais.

É como imaginarmos Bright Eyes, mas numa versão britânica e sem o lado (um pouco forçado) da choradeira provocada pelo vocalista dos Bright Eyes, Conor Oberst. Lupen Crook, o que pretende, é transpor para a sua música todos os seus sonhos e pensamentos, por vezes paranóicos e bizarros (talvez esta seja a minha grande afinidade com este álbum) que tem ao longo das 24 horas do dia.

O álbum é composto por 15 músicas com uma duração total de cerca de 43 minutos. Canções como "Black Candles", "Love 80", "Soviet Bones", "Here 2 B Friends", "Wendy's House", "The Dead Relative" e "Knives 'N' Pilers" são alguns dos exemplos deste (novo) talento promissor. LC merece, sem dúvida, o rótulo do que de melhor de novo se produziu no Espaço Indie. Uma beleza! A primeira audição do álbum pode soar estranha. Não se admirem. É só ouvir uma segunda vez. Depois a tecla REPEAT vai estar sempre pressionada!

Lupen Crook,
um grito vindo da escuridão da alma o qual é impossível resistir ao apelo. Muito recomendado.

:: "Black Candles", por Lupen Crook, em audição no side-bar deste blog, nesta data.


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2005/11/13

Devendra Banhart @ Aula Magna de Lisboa

Após uma 1ª parte (algo atribulada e sinceramente desagradável) dos Caveira, um projecto português que não cheguei a perceber exactamente que linha segue, eis que Devendra Banhart pelas 22h10 pisa o palco da Aula Magna acompanhado dos seus amigos dos San Francisco a quem carinhosamente alcunhou de 'Hairy Fairy'. Um espectáculo magnífico, cheio de cumplicidade com o seu (fiel) público a quem Devendra chegou a pedir (mais) barulho porque o silêncio daquela sala o incomodava :). Repetiu a proeza de convidar um forasteiro para o palco para tocar e cantar algo de autoria do convidado. Desta vez, a sorte coube ao Gonçalo. Segundo dizem, esta atitude não foi inédita pois já havia acontecido na sua actuação no Festival SW, em Agosto '05, o qual não cheguei a tempo de assistir.

Devendra não deixou passar em claro as suas nítidas preferências do universo Caetano Veloso, deixando neste concerto malhas assumidas dos Lambchop e Chet Baker. Muito bom. Jóia, né? :)

2005/11/12

Devendra Banhart



Aquele que nos fez crer que a música folk ainda existe está de volta a Portugal, e desta vez em Lisboa para um (magnífico) concerto hoje na Aula Magna. Amanhã regressarei para comentar :)