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2017/01/05

Ano de 2016-Álbums/EPs: Críticas-Resumo

Com o passar do tempo, as críticas aos álbuns/EPs têm sido cada vez menos por este blog, embora este ano tenham acontecido o mesmo número que em 2015. A ver se é em 2017 que retomo esta rubrica por aqui, em modo definitivo.

Aqui ficam as de 2016, em forma de resumo.

2016/11/03

Ash & Ice (The Kills)

Ao longo deste ano, foram divulgados vários temas do novo álbum dos The Kills, 'Ash & Ice', uns melhores que outros, é certo, mas um álbum desta banda é qualquer coisa como garantia de selo de qualidade, mesmo sem que o tenhas ouvido na íntegra. É um pouco como aquela conversa tonta dos défices dos países da UE, nomeadamente o da França, que não teria que cumprir as regras pura e simplesmente "porque a França é a França". Aqui é um pouco assim: os Kills são os Kills.

Mas vamos lá ver uma coisa: o álbum era um dos mais aguardados do ano, sabemos que Alison Mosshart tem aquele dom de corpo e de vozeirão que incendeia qualquer concerto e qualquer álbum, porém na minha opinião, este 5º álbum da banda, apesar de obviamente ser um álbum recomendado, é para mim o mais fraco de todos da carreira da banda.

"Doing it to Death" foi o single-mote para a divulgação do álbum. Um garage-punk típico da banda que nos vem abrir o apetite para o que se segue. De facto seguiu bem com os temas "Heart of a Dog", "Hard Habit to Break" e "Bitter Fruit" como uma aproximação a qualquer tema já conhecido de outros álbuns. A partir deste ponto e retirando algumas excepções, há uma inversão na ambição da banda relativamente a este novo álbum com algumas músicas algo lineares, introspectivas e melancólicas. Não que sejam desagradáveis, mas por serem inesperadas, provavelmente pela pouco destaque desgarrado das guitarradas de Jamie Hince, sobressaindo naturalmente a voz de Alison Mosshart, quase chego à conclusão que a banda não quis arriscar muito e apostou em algo de peso, nomeadamente com o poder de sedução da vocalista.

Outros temas em destaque são "Black Tar" e "Impossible Tracks", esta sem qualquer dúvida, a melhor faixa do álbum.

Também não tenho qualquer dúvida que o concerto de hoje em Lisboa e o de amanhã no Porto serão um estrondo. A minha dúvida reside no álbum dos The Kills que se seguirá a 'Ash & Ice'.

Álbum recomendado.

Video Credits: turninBlue on youtube.com

.:: Artigos relacionados com The Kills neste blog: 1. Underground Uprising-Set, 22 Out '16; 2. Talking Aloud, Distorted in Sound.: PodKraak #55; 3. Underground Uprising-Set, 30 Set '16; 4. Clip: Impossible Tracks (The Kills) [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 4.].

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2016/10/11

Schmilco (Wilco)

Com 20 anos de carreira, os Wilco ainda continuam a surpreender tudo e todos. Para concordarem ou não comigo, basta ouvir o novo álbum da banda, 'Schmilco' que marca muitos pontos neste ano de 2016, tão abundante em boa música.

Depois da compilação lançada em 2014 e do álbum 'Star Wars', os Wilco apresentam-se, como habitualmente, com um registo maravilhoso de músicas e preciosidades acústicas que fazem qualquer um temer pelo tempo de querer ouvir o disco mais uma vez e não disporem dessa disponibilidade. Hoje vivemos num modo muito rápido e por vezes não damos o devido valor à lentidão do passar do tempo, não hesitando um único segundo em tudo fazer para evitar tal lentidão.

É preciso que regressemos um pouco ao passado e tal como os Wilco, promover esse equilíbrio entre o seu passado e o seu presente. Fica como gostinho relevante para este disco o tema "If I Ever Was a Child".

'Schmilco' é obviamente um álbum recomendado pelo Kraak FM.

Video Credits: Joe Strummer on youtube.com

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2016/03/19

Visions of Us on the Land (Damien Jurado)

Foi ontem lançado o novo álbum de Damien Jurado, 'Visions of Us on the Land' que completa a trilogia de discos produzidos por Richard Swift desde 2012.

Ao contrário dos anteriores, este novo álbum é mais extenso em termos temporais e explora um novo lado de Damien Jurado bastante apetitoso. Já estive a ouvir o álbum e temas como "TAQOMA" ou "Walrus" ou ainda "Exit 353" e outros tantos, são de uma beleza tão fina que uma pessoa é surpreendida à medida que cada um dos 17 temas vai percorrendo o tempo, mesmo que abusivamente se possa dizer que os estilos musicais vão mudando do psicadélico para o folk e para o funk, voltando novamente ao clássico Damien Jurado.

Muito bom. É com certeza um dos álbuns do ano.

Não esquecer que Damien Jurado toca em Lisboa no próximo dia 4 de Maio no MusicBox.

Video Credits: I. Zurutuza on youtube.com


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2016/03/11

Life of Pause (Wild Nothing)

'Life of Pause', como já é do conhecimento geral, é o novo álbum da banda de Jack Tatum, Wild Nothing. Tal como suspeitava, este novo álbum é algo que nos deixa embalar de uma forma extraordinária, apresentado por este rapaz de quase 30 anos que consegue captar os sons mais especiais de uma série de géneros musicais num só álbum.

Desde os Smiths às guitarras que apelam ao shoegaze ou mesmo passando pela América indie-rock do século XXI, uma grande parte dos seus temas convergem sempre num registo quer nostálgico quer alegre quer intimista quer ainda algo açucarado.

Tudo isto é o que se passa em 'Life of Pause', um álbum em que quase tudo é tão bom que não queres que chegue ao fim. Desde alguns temas apresentados neste blog como "To Know You", "TV Queen" ou "Reichpop" a outros temas maravilhosos como "Adore", "Whenever I" (abaixo em escuta) ou o shoegaze pop de "Japanese Alice".

Conhecido também pelo seu belíssimo álbum de estreia 'Gemini', seguido de Nocturne' (um dos melhores de 2012) e por ter em 2013 dado nome ao melhor EP do ano, na minha opinião, não tenho dúvidas que 'Life of Pause' estará na minha lista dos melhores do ano de 2016.

Atenção que os Wild Nothing estarão presentes no NOS Primavera Sound Porto, no próximo dia 9 Jun '16.

Video Credits: CapturedTracks on youtube.com

.:: Artigos relacionados com Wild Nothing neste blog: 1. Wild Nothing com Música Nova: "A Woman's Wisdom" [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 1.].

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2016/01/16

Ano de 2015-Álbums/EPs: Críticas-Resumo

Com o passar do tempo, as críticas aos álbuns/EPs têm sido cada vez menos por este blog, embora este ano tenham acontecido mais que em 2014. A ver se é em 2016 que retomo esta rubrica por aqui, em modo definitivo.

Aqui ficam as de 2015, em forma de resumo.

2015/06/27

My Love Is Cool (Wolf Alice)

Saiu esta semana o álbum de estreia dos britânicos Wolf Alice de nome 'My Love Is Cool', após vários temas que nos foram dando a conhecer e alguns singles e EPs editados.

Já se esperava que este álbum traria muitas sonoridades boas, pois a quantidade de músicas que fomos conhecendo ao longo do tempo previa que o conteúdo deste álbum de estreia seria algo expectável e bem-vindo quer seja pela qualidade do trabalho apresentado quer pela versatilidade de músicas nele presentes, como por exemplo, "Silk", "Your Love's a Whore", "Moaning Lise Smile", "Freazy" ou "Soapy Water".

Um dos temas que compõe o alinhamento de 'My Love Is Cool' é uma das mais interessantes músicas dos Wolf Alice e que se chama "Bros", tema que já aqui foi destacado e que fez parte do PodKraak #34, "Santa Put me on the Naughty List". "Bros" aparece neste álbum com uma nova roupagem (bastante interessante) e teve direito a vídeo oficial que se apresenta mais abaixo.

Em resumo, 13 músicas que, na sua generalidade, contribuem para um mundo musical melhor e recomendado.

Video Credits: WolfAliceVEVO on youtube.com

2015/05/21

The Magic Whip (Blur) | Crítica Escrita por Rui Guerra Figueira

O título do novo álbum dos Blur transporta-nos para o Verão inglês mas desde a primeira audição percebemos que lá dentro vamos encontrar o Inverno do nosso descontentamento e somos logo levados rua abaixo pela "Lonesome Street" ao som de um refrão que se reconhece imediatamente como fazendo parte da matriz do ADN musical deste grupo.

Somos deixados perdidos na rua de uma grande cidade, esmagados por gigantescas torres "New World Towers" onde o único verde à nossa volta é o do reflexo da luz de néons que espreitamos através dos espelhos labirínticos que enfrentamos quando olhamos para o céu, mas o céu só o conseguimos ver afunilado pelos edifícios altos e o único vislumbre que nos é dado ver é quando ele é rasgado por um avião que o cruza.

Esta é a banda sonora de um anti-herói moderno e nisso os Blur não podiam ser mais fiéis àquilo que foram desde o início, quer seja sob a forma de crítica social ou agora, alguma maturidade mais tarde, num brilhante olhar sobre a nossa condição de animal escorraçado, a viver em pequenos apartamentos e onde o fantasma da solidão se torna ainda mais assustador por sermos tantos no meio de tantos corpos que não podemos tocar "There are to many of us", todos em busca de uma efémera eternidade. Algures, no meio desta desolação urbana, aparece o "Ice Cream Man" mas por esta altura já não podemos ser resgatados e o prometido 'Magic Whip' não passa de uma ilusão do novo que ficou velho de tanto passado perdido. Claro que um ser preso numa caixa de fósforos sonha com uma visão do espaço, e quer ser um astronauta "Thought I was a Spaceman", e olhar o mundo ao contrário, lá de cima cá para baixo, mas afinal o deserto lunar que ele encontra não passa de uma distante duna de areia num parque citadino, aqui só se pode voar na cabeça e essa está sempre a embater na realidade cinzenta do dia-a-dia.

Neste mundo as emoções são frágeis e quebradiças, "My Terracota Heart", mas é desse órgão que surgem mais uma vez frases musicais melancólicas que nos levam a memórias felizes, daquelas que temos medo de perder porque já as soubemos perdidas.

Se tivéssemos que escolher uma capital para este desolado país interior ela só poderia ser "Pyongyang" e ela é anunciada pela campainha da carrinha do homem dos gelados, aquele que já não vemos, mas que sabemos algures na cidade a vender mais doces ilusões. A paisagem da capital encontra-se marcada pelas poucas imagens bucólicas nas quais conseguimos acreditar, a imagem de cerejeiras em flor sob a ameaça de bombas nucleares. A beleza sempre em perigo e por isso mais bela. As ruas continuam desertas e os ditadores, já sabemos, não conseguem iluminar-nos porque ao contrário da luz do sol não podem renascer no outro lado do mundo, em liberdade.

A festa só poderia acabar com uma "Mirrorball" mais uma vez os espelhos quebrados dos arranha-céus agora concentrados numa ténue linha melódica oriental. Neste álbum encontramos o passado dos Blur mas acima de tudo ouvimos o futuro, um futuro que talvez não vá para além do que aqui se ouve mas que serve para demonstrar que, ao contrário do que alguns disseram, eles são bem mais do que um conjunto de miúdos da classe média alta a quererem fazer-se passar por geezers. Cresceram e agora são bem do que a soma das partes, sejam essas partes os Gorillaz, ou um dos mil e um projetos do Damon Albarn ou do Graham Coxon. Todos se ouvem aqui, se os quisermos muito encontrar, mas a música que aqui ouvimos encontra-se muito para além desse exercício de procura inútil. Para isso temos os Críticos-Shazam, paz às suas almas. 

[artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, por Rui Guerra Figueira]

Video Credits: Damon Albarn ARG on youtube.com

.:: Artigos relacionados com os Blur neste blog: 1. Amplificador '15-1ª Parte | Radio Kraak; 2INKRAAKT: A Semana em Resumo/The Week in Summary @ Kraak Facebook Page, #212; 3. Daylight Saving Time: PodKraak #45; 4. Blur-Novo Álbum: 'The Magic Whip' [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 4.].


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2015/05/16

Isaura ou A Promessa de uma História de Amor com o Novo EP: 'Serendipity' | Crítica Escrita por Luísa Ferreira

Bastarão dois singles para entregarmos o nosso coraçãozinho a uma artista? E será possível fazê-lo sem precipitação? A resposta é sim, sem dúvida, se a artista for a fabulosa Isaura. De facto, bastaram dois singles para me render à portuguesa de voz doce que combina sons eletrónicos com uma pop de qualidade inatacável. Foi amor à primeira toada, um caso de "não, não pode ser, tem lá calma contigo, mulher" e de audições repetidas que culminaram em loop, num repete-repete-repete.

O cupido musical atacou em força, desta vez, e a ânsia de ouvir o EP de estreia de Isaura, "Serendipity" é um caso grave. O single mais recente, "Change It", que é, segundo as palavras da artista, uma música que "fala de coragem para mudar o que está mal e fala de força, da força das mulheres", é como uma teia de aranha que vai envolvendo o ouvinte em seda: é sensual, doce, rítmica e irresistível. A voz de Isaura embala e acaricia, os ritmos eletrónicos hipnotizam, e a experiência faz-me lembrar, pessoalmente, uma viagem de táxi ao fim da noite, aquele momento de melancolia e conforto da madrugada, com o corpo cansado e a cabeça a pedir uma canção perfeita. Antes de chegar a casa, lavar a cara e me deixar cair na cama, quero ouvir a "Change It" na viagem, quero ter esse momento.

"Useless", single anterior a este 'Change It', é um tema igualmente sensual e com um ritmo hipnótico, que me recorda vagamente os Rhye, se não tanto pelo som, certamente pelas sensações que provoca e pelo estado de espírito que induz. Mais enérgico e dançável, não é menos terno e é um excelente espécime de pop eletrónica que deixa água na boca e comichão nos ouvidos.

Temos, portanto, duas promessas, duas juras de amor ritmadas e sedutoras que nos deixam a salivar pelo EP, a bradar por mais Isaura, se faz favor. Cheira-me que se avizinha um romance, até porque os dois primeiros encontros não podiam ter sido mais promissores, tanto os temas "a seco" como os vídeos, que oferecem um excelente suporte visual à excelente música de Isaura.

Aguardemos o EP com data marcada de lançamento já no próximo dia 18 de Maio.

[artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, por Luísa Ferreira]

Video Credits: Isaura on youtube.com

.:: Artigos relacionados com Isaura neste blog: 1. INKRAAKT: A Semana em Resumo/The Week in Summary @ Kraak Facebook Page, #218.


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2015/04/25

Ivy Tripp (Waxahatchee) | Crítica Escrita por Luísa Ferreira

O novo título do projeto Waxahatchee, 'Ivy Tripp', é um pequeno rebuçado, um Floco de Neve, muito graças à voz da cantautora Katie Crutchfield. O disco abre com um tema onírico, "Breathless", que tem o condão de embalar imediatamente o ouvinte, mas que é de certo modo enganador. Mal o ouvi, fiquei logo à espera de um álbum de dream pop – é no que dá tirar conclusões precipitadas – mas os dois temas seguintes depressa me elucidaram quanto à variedade sonora deste álbum.

Chegada à quarta faixa, "La Loose", dei por mim a menear o tronco, que é a melhor maneira de dançar sentada numa cadeira, como é do conhecimento geral, e a deixar-me invadir pelos ritmos agradáveis e docinhos. Bom, aqui o leitor deve estar a começar a pensar: "Ai, ai, isto é sacarose a mais. Vozes doces, ritmos doces... Mel a mais enjoa." Pois bem, um pouco de açúcar musical nunca fez mal a ninguém e sempre torna a vida mais suportável, mas essa é a minha mui humilde opinião.

O rio de leite e mel continua na quinta faixa, "Stale By Noon", mas desta feita com um regresso do toque onírico presente no tema de abertura do álbum e com um toque de melancolia que a voz de Katie torna sublime. Para agitar um pouco as águas, segue-se The Dirt, com as suas baterias e guitarradas que, na minha imaginação, se poderiam traduzir numa road trip algures nos Estados Unidos, num belo de um carro dos anos '70, com óculos escuros e os pezinhos fora da janela a serem lambidos pelo sol.

O regresso à melancolia vem com a sétima faixa, adequadamente intitulada "Blue", e a nona, "<", que nos deixam a precisar de um copito ou dois para afugentar os "azuis", mas que não deixam de ser agradáveis de ouvir. Nesta onda, destaque também para "Summer of Love", na sua simplicidade de voz e guitarra, talvez um pouco pueril, mas não há mal nenhum nisso.

"Half Moon", a décima segunda faixa, encontrou um cantinho especial no meu coração, que gosta de uma boa toada folk, intimista e minimalista, só uma bela voz e um belo piano numa balada para servir de banda sonora a uns beijinhos. O álbum encerra com "Bonfire", um tema com semelhanças ao primeiro e que parece servir o propósito de encerrar o círculo, regressando à distorção, aos sons sonhados e ao embalo.

Um álbum agradável, que à partida pode parecer disperso, mas que, pelo menos a meu ver, não o é, e que será certamente uma companhia muito agradável para aqueles fins de tarde de verão. 

[artigo escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, por Luísa Ferreira]


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2014/10/09

Shellac e o seu Novo Álbum: 'Dude Incredible'

7 anos após o lançamento de 'Excellent Italian Greyhound', os Shellac regressaram este ano com 'Dude Incredible', o quinto e mais recente disco da banda que já andava a deixar muita gente nervosa sobre o paradeiro do grupo que não perdia o seu precioso tempo a compor temas para este novo trabalho.

Não sendo um álbum espectacular, não deixa de ser um a ter em conta. Com apenas 33 minutos de duração, a criatividade parece ter ficado fechada algures, mas mesmo assim a surpreender com alguns temas a ter em conta, nomeadamente o tema que dá nome ao álbum e primeiro do alinhamento musical do disco.

Uma forma impressionante de abrir estes 33 minutos de escuta. Pode ser abaixo ouvido através do vídeo (apenas áudio) em destaque.

Video Credits: silencer51 on youtube.com

.:: Artigos relacionados com os Shellac neste blog: 1. Street Horrrsing (Fuck Buttons); 2. CDs à Venda-Spread the Word!.

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2014/09/04

What Is This Heart? (How To Dress Well)

Queria chamar-vos à atenção do mais recente trabalho de Tom Krell, mais conhecido pelo seu alter ego How To Dress Well, o álbum 'What Is This Heart?'.

Embora o álbum já aqui tenha sido mencionado, através da revelação de uma música escondida no alinhamento do mesmo ("Let U Know"), este novo trabalho de Krell demonstra que quando lutamos por algo, poderemos demorar algum tempo a chegar a tal objectivo. Foi a persistência e a ambição deste artista que permitiu que 'What Is This Heart?' seja um álbum onde coabitam dois estilos de música algo divergentes como é o caso do R&B e do Indie.

Abraçando os anos '80 e o R&B dos anos '90, 'What Is This Heart?' é um álbum luminoso, ecléctico, com a fineza voz de Krell a marcar presença, como que implicitamente a dizer que para se ouvir este disco uma pessoa tem efectivamente que estar bem vestida.

Fica por cá um dos brilhantes temas do álbum, "Repeat Pleasure". Projecta-te no espaço como um todo para ouvir este magistral tema.

Um dos álbuns do ano!

Video Credits: How To Dress Well on youtube.com
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2014/07/17

Trouble in Paradise (La Roux)

O novo álbum dos La Roux, 'Trouble in Paradise', já anda por aí à solta para quem quiser ouvir. 5 anos após o lançamento do homónimo álbum de estreia que consigo trouxe uma explosão de electro-pop, acabou por promover a inclusão da vocalista Elly Jackson num dos promissores talentos existentes no Reino Unido.

O resultado aí está, embora demorado (5 anos parece-me muito tempo de intervalo entre álbuns, especialmente para uma banda que ainda se precisava afirmar bastante) e pergunta-se, após escuta do álbum, onde é que foi parar parte daquela synthpop quase que selvagem que preenchia as músicas dos La Roux?

'Trouble in Paradise' é um álbum que se ouve bem, demonstra maturidade, mas inevitavelmente apresenta alguma colagem ao último trabalho dos Daft Punk. Por cá fica um dos melhores temas do álbum, tema este que poderia mesmo ter sido escrito por Bowie ou pelos Duran Duran, "Uptight Downtown", que abre o álbum de forma brilhante.

Sai no próximo dia 21 de Julho.

Video Credits: La Roux on youtube.com

.:: Artigos relacionados com os La Roux neste blog: 1. INKRAAKT: A Semana em Resumo/The Week in Summary @ Kraak Facebook Page, #167; 2. La Roux-Novo Álbum: 'Trouble in Paradise' [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 2.].

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2014/06/27

Atlas (Real Estate)

O ano de 2014 tem trazido muito boa música de vários locais espalhados pelo mundo fora e eu tenho vindo a mencionar ao longo do ano, alguns dos potenciais álbuns que seguramente estarão pelas listas dos melhores do ano. É o caso do terceiro álbum dos norte-americanos Real Estate, 'Atlas'.

Numa fase em que a própria banda está a assumir a sua maturidade, tendo passado com sucesso no exame do 2º álbum, os Real Estate são uma banda que não tem medo de nos proporcionar momentos deslumbrantes, desde o seu homónimo álbum de estreia, passando por 'Days' e culminando neste último 'Atlas', crescendo e prevalecendo cada vez mais a sua visão da pop alternativa.

'Atlas' é aquilo a que podemos chamar de um álbum gracioso, feliz, familiar, confiante, impecável, controlado e infinitamente deslumbrante como os momentos mais solarengos dos Yo La Tengo ou dos saudosos The Go-Betweens. São 10 preciosos temas residentes em 'Atlas' que alternam entre o sonhador e o nostálgico, entre o esgotamento e o andar para a frente. Tudo isto acompanhado de uma maravilhosa atmosfera quase hipnótica. Óptimo para um verão relaxado.

Temas em destaque: praticamente todos, com melhor atenção para "Had to Hear", "The Bend" (ver vídeo abaixo), "Past Lives", "Talking Backwards", "Crime" e "How Might I Live".

Álbum recomendado.

Video Credits: KEXP on youtube.com
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2014/05/29

Brighter Days (FM Belfast)

Quais vulcões e nuvens de cinzas vindas da Islândia qual carapuça! O novo álbum dos FM Belfast está envolvido de várias camadas de batidas fortes e coloridas onde só apetece estar a bailar numa piscina natural com água bem quente onde a temperatura exterior está abaixo de zero!

'Brighter Days', o terceiro álbum dos FM Belfast, provoca uma verdadeira sensação de vício que, mesmo num dia em que estás completamente irritado de cansaço, qualquer música deste novo álbum nos deixa completamente à mercê desta cativante banda.

Recomendado.

Video Credits: fm belfast on youtube.com
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2014/05/15

Sunbathing Animal (Parquet Courts)

Um dos álbuns de 2014 que também promete uma boa classificação é o 2º álbum dos Parquet Courts, 'Sunbathing Animal'. Se apesar de neste novo trabalho ainda se sentir uma grande presença dos The Feelies, a verdade é que esta rapaziada começou a empreender um certo noise com muito mais classe que no seu álbum de estreia, 'Light Up Gold'.

Se o anterior álbum já era algo que se recomendava, 'Sunbathing Animal', apesar de haver inúmeras bandas com um som similar, é um verdadeiro banho de sol a elevar a fasquia da banda.

Por cá fica um dos temas do álbum a ter em conta: "Black and White".

Recomendado.

Video Credits: Parquet Courts on youtube.com
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2014/05/05

Fuck Off Get Free We Pour Light on Everything (A Silver Mt. Zion/Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra)

Um dos grandes discos saídos até Maio '14 é, na minha opinião, 'Fuck Off Get Free We Pour Light on Everything', dos canadianos Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra, como agora são conhecidos.

Nascidos há pouco mais de uma década como um projecto lateral de Efrim Menuck (Godspeed You! Black Emperor) e já tendo tido o simples nome A Silver Mt. Zion, esta banda continua, com este seu sétimo álbum, a combinar a mesma grandiosidade orquestral que contrasta com a harmonia quase raivosa com que o desespero e a esperança entram em conflito na nossa consciência.

Não sei exactamente qual das bandas deve manter o rótulo de "projecto paralelo" porque falar de Godspeed You! Black Emperor é quase como falar de A Silver Mt. Zion. Do que não tenho dúvidas é que, entre os divinais 6 temas deste novo álbum, um deles marcou a agenda nos últimos tempos. Estou a falar de um tema com cerca de 11 minutos chamado "What We Loved Was Not Enough".

Não o suficiente para delirar com este novo álbum.

Recomendado!

Video Credits: Synchronomyst on youtube.com
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2014/04/26

Lost in the Dream (The War on Drugs)

E porque é sábado, mesmo após um dia feriado, há que assinalar neste blog um dos potenciais álbuns de 2014 que entrará na minha lista de álbuns do ano. Trata-se de 'Lost in the Dream', o álbum que marca o regresso dos norte-americanos The War On Drugs.

Claramente inspirado em artistas/bandas de peso histórico, tais como Bruce Springsteen ou os Fleetwood Mac, por exemplo, 'Lost in the Dream' é um álbum brilhante até na coerência do alinhamento das 10 músicas que compõem o dito. Uma colecção impecável de temas que oscilam com o nosso temperamento sonhador.

"Red Eyes", um dos momentos mais altos do disco já foi divulgado neste blog e há que seguir para outros temas, como, por exemplo este fantástico "An Ocean in Between the Waves".

Altamente recomendado!

Video Credits: Hugo Silva on youtube.com
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2014/02/28

Ano de 2013-Álbums/EPs: Críticas-Resumo

Com o passar do tempo, as críticas aos álbuns/EPs têm sido cada vez menos por este blog e no ano passado só referi uma, relativa ao álbum 'Beacon' dos Two Door Cinema Club, saído em 2012. A ver se este ano, retomo esta rubrica por aqui.

Aqui fica, em jeito de resumo.