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2006/12/18

06-02-51/Top Álbuns 2006 [Top 10]


[continuação deste post]

... e na sequência deste post, antes de aqui deixar a minha escolha pessoal para os 10, ou melhor, 11, melhores álbuns de 2006, quero fazer referência a alguns álbuns com selo de 2004/2005, mas que tiveram a sua ascensão, pelo menos a nível europeu, em 2006.

1) The Spinto Band - 'Nice and Nicely Done';
2) Clap Your Hands Say Yeah - 'Clap Your Hands Say Yeah';
3) Panic At The Disco! - 'A Fever You Can't Sweat Out';
4) Nightmare of You - 'Nightmare of You';
5) The Organ - 'Grab That Gun';
6) The High Dials - 'War of the Wakening Phantoms';
7) Tapes 'N Tapes - 'The Loon'.

Queria também deixar uma referência a cinco álbuns deste ano os quais, por motivos de força maior (tempo insuficiente de audição), não foram (eventualmente) incluídos no TOP 30-2006, a saber,

1) 120 Days - '120 Days';
2) M. Ward - 'Post-War';
3) Fujiya-Miyagi - 'Transparent Things';
4) Cold War Kids - 'Robbers & Cowards';
5) The Hold Steady - 'Boys and Girls in America'.

Saliento também um grande álbum de 2005 o qual cresceu comigo ao longo de 2006, Wolf Parade - 'Apologies to the Queen Mary'.


TOP 10 - 2006

9. Infadels - 'We Are Not The Infadels'
8. Two Gallants - 'What the Toll Tells'
7. Peter Bjorn And John - 'Writer's Block'
6. Comets On Fire - 'Avatar'
5. The Longcut - 'A Call and Response'
4. Espers - 'II'
3. Electric President - 'S/t'
2. Guillemots - 'Through the Windowpane'

    2006/11/19

    06-01-47/Accidents Occur Whilst Sleeping (Lupen Crook)


    Após algumas experiências por outros grupos durante o ano passado, eis que Lupen Crook (este não é o seu nome de baptismo, embora insistam em chamá-lo desta forma - o seu verdadeiro nome é Billy Childish -) decidiu enveredar por uma carreira a solo com o seu toque pessoal pelo seu mundo pessoal da folk distorcido para a proa do seu barco.

    Após um EP em 2005 e com alguma proximidade aos The Coral, LC lançou este ano o seu álbum de estreia, 'Accidents Occur Whilst Sleeping', com especial destaque inicial para o tema (do mesmo álbum), "Love 80". Um saboroso e açucarado tema carregado com a atmosfera de Syd Barrett, esta povoada na mente de LC.


    Lupen Crook aka Billy Childish é um jovem de 23 anos, crítico, escritor e compositor de músicas a que podemos chamar tristes, dolorosas, gritantes e ao mesmo tempo calmas, com letras por vezes agressivas e angelicais. Um corajoso rapaz que parece pretender chamar todas as pessoas para testemunharem o seu belíssimo trabalho. E é muito fácil. Difícil é rotular o seu género de música: uma espécie de folk gótico que vagueia por um indie distorcido. Parece não haver género musical deste tipo nos catálogos musicais.

    É como imaginarmos Bright Eyes, mas numa versão britânica e sem o lado (um pouco forçado) da choradeira provocada pelo vocalista dos Bright Eyes, Conor Oberst. Lupen Crook, o que pretende, é transpor para a sua música todos os seus sonhos e pensamentos, por vezes paranóicos e bizarros (talvez esta seja a minha grande afinidade com este álbum) que tem ao longo das 24 horas do dia.

    O álbum é composto por 15 músicas com uma duração total de cerca de 43 minutos. Canções como "Black Candles", "Love 80", "Soviet Bones", "Here 2 B Friends", "Wendy's House", "The Dead Relative" e "Knives 'N' Pilers" são alguns dos exemplos deste (novo) talento promissor. LC merece, sem dúvida, o rótulo do que de melhor de novo se produziu no Espaço Indie. Uma beleza! A primeira audição do álbum pode soar estranha. Não se admirem. É só ouvir uma segunda vez. Depois a tecla REPEAT vai estar sempre pressionada!

    Lupen Crook,
    um grito vindo da escuridão da alma o qual é impossível resistir ao apelo. Muito recomendado.

    :: "Black Candles", por Lupen Crook, em audição no side-bar deste blog, nesta data.


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