
Conta quem viu os
The Chemical Brothers este ano em Lisboa que foi um espectáculo inesquecível, ainda por cima com toda a envolvência existente na bela e mítica renovada Estação de Lisboa-Rossio. Tive alguma pena em não presenciar tal concerto.
Nesta altura, 'We Are the Night', o último álbum dos
The Chemical Brothers teria saído há muito pouco tempo e possivelmente muitos dos que demandaram a Estação de Lisboa-Rossio já conheciam alguns dos temas. Eu se já conhecesse o disco teria ido ao concerto apenas por dois temas deste novo álbum.
Curiosamente 'We Are the Night' parece dividir muitas opiniões: há quem o ache uma obra prima, senão o melhor álbum dos
The Chemical Brothers, há quem o ache uma bela trampa e deverá haver com toda a certeza uma larga camada onde eu me insiro que não considera o álbum nada de especial, tirando alguns momentos muito interessantes do álbum.
De alguma forma foram os
The Chemical Brothers que começaram há não sei quantos anos atrás (10? Mais?) através dos seus 2 primeiros álbuns, 'Exit Planet Dust' e 'Dig Your Own Hole' a demonstrar a extraordinária forma que os manos químicos inventavam sons e ritmos. Hoje o que vemos, apesar de toda a qualidade associada a 'We Are the Night', é algo muito voltado para uma excelente produção, uma formidável divulgação através dos originais concertos que o duo britânico tem proporcionado, mas no que diz respeito mesmo àquilo que era/seria a bandeira dos
The Chemical Brothers, o que se vê nalguns temas é algum regresso ao passado e noutros a manutenção de tudo o que já fizeram ao longo da sua carreira, o que não pode ser considerado mau.
O álbum consegue ter alguns temas bem chatinhos, como por exemplo, "A Modern Midnight Conversation", "No Path to Follow", "Burst Generator" (enjoa pela sua duração interminável a qual só deve mesmo funcionar bem num concerto) e "The Salmon Dance" (que definitivamente prova que hip-hop não é de todo o meu estilo).
Os destaques de 'We Are the Night' são, na minha opinião, "We Are the Night", "All Right Reversed" (Hello
Klaxons?), "Das Spiegel", "Battle Scars" e obviamente o melhor tema do disco, "The Pills Won't Help You", com a soberba participação dos norte-americanos
Midlake. Um encerramento perfeito para este álbum.