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2011/11/10

Washed Out @ Lux, 9 Nov '11

Foi pelas 23hs que o multi-instrumentista Ernest Greene e a sua equipa de suporte (incluindo a teclista que parece tinha um véu composto de cabelo à sua frente que mal se lhe via a face) abriram o concerto de Washed Out no Lux, em Lisboa, para uma assistência que não encheu de todo a sala. Trazendo na bagagem o seu álbum de estreia 'Within and Without', algumas canções de EPs anteriores, um tema novo e um cover de Chris Isaak (dispensável a meu ver), o concerto desenrolou-se de forma natural, mais batido do que aquilo que imaginava uma vez que dado o álbum ser um pouco repetitivo, teria algum receio que a transposição do mesmo para o palco se tornasse um pouco maçador. Felizmente tal não aconteceu.

Sendo a maioria dos temas tocados presentes no alinhamento de 'Within and Without', houve momentos em que se sentia uma maior convicção na forma como Ernest Greene tentava envolver o público, nomeadamente por uma roupagem diferente a alguns temas ou por tocar temas mais presentes no público, caso de "Belong", "Feels It All Around" e "Eyes Be Closed" com a qual encerraram o concerto, sendo que para mim os momentos mais altos quando saltaram "Soft" e um tema novo bastante interessante.

Contrariamente ao que esperava, o som estava francamente melhor ao que se tem vindo a passar nos últimos concertos a que tenho assistido no Lux. Valeu pela surpresa, valeu pelo preço do bilhete que não era caro, valeu pela atmosfera por vezes melancólica, por vezes sensual e delicada aquecida pela luxúria sonhadora que aqueles ritmos fornecem.

.:: Artigos relacionados com Washed Out neste blog: 1. Washed Out-Novo Lado-B: "Call It Off"; 2. INKRAAKT: A Semana em Resumo/The Week in Summary @ Kraak Facebook Page, #36 [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 2.].

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2010/12/24

Caribou @ Lux, 13 Dez '10

Em jeito de "último concerto do ano", não só para mim e para tanta gente que deu um salto ao Lux, mas também para o próprio Dan Snaith e respectiva troupe, também conhecidos por Caribou, já que encerraram em Lisboa, no passado dia 13 Dez, a sua digressão europeia, quero marcar por este blog tão satisfatório concerto embora não queira escrever um grande texto sobre este magnífico concerto, deixando apenas algumas pistas.

Aguardava Caribou com muita expectativa, pois o seu mais recente trabalho, 'Swim', foi um dos grandes álbuns de 2010, na minha opinião. Simpáticos, correctos e sobretudo cansados, o concerto pautou-se na sua maioria por temas de 'Swim', onde "Kaili" deu logo o mote para a abertura do espectáculo. 

Numa sala muito bem composta, outros temas do mesmo álbum passaram pelo desfile musical, havendo ainda lugar para recuperar temas do passado, como por exemplo, "Melody Day", do seu álbum 'Andorra',  variações ainda pelo seu antigo alter ego Manitoba e algumas improvisações com estilo que geraram grande acolhimento pelo público.

Para o fim, o espectacular tema "Odessa" (curiosamente incluído na compilação Fifa '11) e já em encore mood, o tema que mais aguardava durante cerca de 1 hora de concerto, a fabulosa "Sun" com uma roupagem algo diferente da versão do álbum. Maravilhoso.
Um dos concertos do ano!

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2010/12/15

Chromatics @ Lux, 2 Dez '10

Já andava há algum tempo para escrever uma pequena crítica sobre o concerto dos norte-americanos Chromatics em Lisboa, no Lux, ocorrido no passado dia 2 Dez. Confesso que a preguiça tomou conta de mim, mas hoje ao ler uma opinião sobre o concerto, senti-me "forçado" a expressar a minha opinião, concordando de certa maneira com a crítica mencionada.

Se quisesse expressar rapidamente o que senti e usando as palavras de um amigo que também lá estava, o concerto foi "curto, mas bom". De facto, ninguém estava à espera que o concerto acabasse tão depressa ou então aquilo estava a ser tão bom que ninguém deu pelo tempo passar. Na realidade, foram (apenas) cerca de 50 minutos de show, encore incluído. Os temas já conhecidos da banda tornaram-se totalmente fabulosos em modo ao vivo, com uma orgânica e um arranjo de sons fantásticos. Se ao princípio  se comentava que a vocalista tinha aquilo a que se chama "atitude", mais para o fim do concerto, acho que a palavra adequada para ela seria "arrogância", daí concordar em partes com a crítica acima feita, especialmente quando a menina volta ao palco para encerrar o concerto com "Running Up That Hill", um original de Kate Bush.

Este concerto teve tudo para ser o concerto do ano. Temas lindíssimos que ganharam nova dimensão ao vivo, duas novas músicas, um público satisfeito por ali estar. Para tal, bastava *apenas* que tocassem mais 1 ou 2 temas e fossem (ela, em especial), menos arrogantes. Com o "I'm on Fire", acho que o pessoal saía já mais satisfeito. :)


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2009/06/27

Deerhunter @ Lux, 1 Jun '09

Lá venho eu outra vez falar de coisas que já deveria ter escrito há mais tempo... concertos que vou e que não escrevo logo de seguida as minhas impressões. Enfim, mais vale tarde que nunca.

Ansiosamente aguardados por uma plateia que obrigatoriamente teria que marcar a sua presença num dos concertos mais esperados da temporada, o carismático Bradford Cox e os seus Deerhunter vieram até Lisboa onde de forma simples e espontânea, apresentaram ao vivo parte do seu mais recente e aclamado álbum 'Microcastle' (um dos 10 grandes álbuns de 2008, na minha opinião), mas também um retorno a alguns dos mais espectaculares temas que preenchem tanto o anterior álbum 'Cryptograms', como o EP 'Fluorescent Grey'.


O concerto começou de forma extraordinária, com temas seguramente conhecidos para a maioria das pessoas que lá se encontravam, permitindo desde cedo o mote para um concerto que teria tudo para ser um grande sucesso. Desde temas mais antigos como "Hazel St", "Cryptograms", "Octet" ou "Fluorescent Grey", (não necessariamente por esta ordem) a temas retirados de 'Microcastle' e temas novos do seu mais recente EP 'Rainwater Cassette Exchange'. Um concerto que em tudo estava a resultar até que uma corda da guitarra de Bradford Cox se lembrou de partir. Situação inesperada, Bradford Cox não se deixou intimidar pelo sucedido e lá resolveu improvisar em conjunto com a banda um interlúdio de entretenimento para o público que ali aguardava pela continuação do concerto, o que foi um bocado para a seca, convenhamos. Apesar de após a reparação o concerto ter continuado com alguns temas fantásticos de trabalhos anteriores, algo já se tinha perdido e eu, em particular, já não estava a apreciar muito a parte final. Mas pronto, imprevistos acontecem e é preciso saber compreende-los. Um dos concertos do ano, sem dúvida.

A primeira parte foi assegurada pelos norte americanos Ariel Pink’s Haunted Graffiti que eu desconhecia quase por completo, não fosse ter ido ao MySpace da banda ouvir algumas das suas propostas. O concerto também foi interessante, apesar da sua longuíssima duração. Se o simpático e estival pop/rock com sombras psicadélicas que nos oferecia encantava ao princípio, a extensão do mesmo já se tornava repetitivo e algo enjoativo. Pecaram pela duração do concerto, na minha opinião. Poderia ter sido um concerto que, para quem não os conhecia, algo de extraordinário.

.:: Artigos relacionados com os Deerhunter neste blog: 1. Deerhunter-Novo EP: 'Rainwater Cassette Exchange' [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 1.].

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2009/02/23

WhoMadeWho @ Lux, 20 Fev '09


Por uma qualquer razão estúpida que muita gente não percebeu, quando a maioria do público desceu ao andar de baixo do Lux para assistir ao concerto dos WhoMadeWho, o mesmo já tinha começado há pelo menos 10 minutos. Estranho, no mínimo.

Num concerto pleno de energia e sem ter nada de destaque para expressar por aqui, os dinamarqueses WhoMadeWho apresentaram-se, com os seus já conhecidos fatos e trouxeram na bagagem o seu bem disposto revivalismo post-punk bem como o seu mix funk-disco electrónico. Tudo traduzido por alguns dos temas que compõem o seu novo álbum, nomeadamente o poderoso e bem conhecido cá por estas bandas, single "The Plot", assim como "TV Friend", os únicos temas que conheço do novo trabalho dos WMW.

Numa espécie de coreografia ensaiada, os membros dos WMW tiveram momentos de aproximação física muito apelativos, e de uma forma bastante feliz e alegre, interagiram com o público e deram um concerto bastante simpático. Para além dos temas novos acima mencionados, ainda houve lugar para alguns hits do homónimo álbum de estreia, como por exemplo, "Space for Rent", "Hello, Empty Room", "Rose" ou "Satisfaction" que encerrou o concerto de forma entusiasmante, passando os comandos para as histéricas e muito pouco interessantes Chicks On Speed. Nesta altura foi a hora de abandonar o recinto.

Para quem não conhece o novo single dos WMW, "The Plot", fica aqui o clip para o conhecerem. De qualquer forma, recomendo que oiçam apenas a música porque o clip é no mínimo, parvo.


Video Credits: portofino @ youtube.com

Image/Photo Credits: Gonçalo Sá @ Gonn1000

O álbum sai no próximo dia 23 Mar '09.

.:: Artigos relacionados com os WhoMadeWho neste blog: 1. Party Kraakers-Set, 30 Jan '09; 2. Amplificador '08; 3. Tasting Delight-Set, 19 Dez '08; 4. The Shuffle of Your Feet-Set, 13 Dez '08; 5. Kraak no Coffee&Pot-Alexandre Herculano-Set, 27 Nov '08; 6. Kraak (w/ Infadels + You Should Go Ahead)-Set, 14 Nov '08; 7. Unexpected Set, #2-Set, 8 Nov '08; 8. Sugar-High Toddlers-Set, 7 Nov '08; 9. Kraak+Barbie Pulga-Set, 11 Out '08; 10. Feet Are Both on Fire-Set, 10 Out '08; 11. Running Off to Join a Monastery-Set, 26 Set '08; 12. Kraak (c/ Alexandre Barbosa)-Set, 4 Set '08; 13. Riot on the Roundabout-Set, 14 Ago '08; 14. The Grass Is Green Enough-Set, 25 Jul '08; 15. Kraak no Sound Club-Set, 12 Jul '08; 16. Unexpected Set-9 Jun '08; 17. Kraak (w/ FranJapanalak), FEVER-Set, 26 Abr '08; 18. Boredom-Insanity-Set, 7 Mar '08; 19. Up on the Rooftop-Set, 28 Fev '08; 20. Kraak Cracks the Devil Up-Set, 30 Nov '08; 21. I Want Candy-Set, 19 Set '07; 22. Capturing Indie-Set, 2 Fev '07; 23. WhoMadeWho [para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 23.].

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2008/05/31

Animal Collective @ Lux, 28 Mai '08


Na continuação do post anterior, o concerto dos Animal Collective também se pautou pela particularidade de também ter sido muito sui generis, ironicamente falando. Apesar de um maior entusiasmo do público até porque, ao contrário de Atlas Sound, os Animal Collective (mesmo com menos um elemento em palco) eram VISTOS pela assistência, a sua prestação não foi de todo a melhor e o público, pelos vistos, continuava numa de fazer do concerto um evento social.

Eu, que continuei no mesmo sítio onde estava, pude assistir as peripécias que os Animal Collective tentaram fazer em palco, assim como olhar para a cara das pessoas que lá à frente se encontravam com uma cara algo confusa. O concerto foi praticamente dividido em duas partes bem distintas: uma a tender ligeiramente para a seca e outra que foi bastante positiva. Depois da paz e calma trazida por Atlas Sound, estava à espera (eu e provavelmente a maioria das pessoas) que os Animal Collective entrassem em palco a trazer a guerra depois da paz e assim, arrasar o Lux, ao seu estilo próprio. Não. Andaram ali a inventar umas coisas, experimentar outras, errar em algumas, agarrar uns samples no mínimo estranhos que lhes serviam de base e continuar como se nada fosse.

Em condições normais quando me dirijo a um concerto deste tipo (e provavelmente a maioria das pessoas), vou à espera de encontrar temas dos álbuns mais recentes: muitos do último e alguns do passado. Não sei bem o que aconteceu com os Animal Collective, pois para além de alterarem o curso dos temas que as pessoas conheciam, não se sabendo com que objectivo, até um cover dos Justice decidiram tocar, segundo o que li algures. Felizmente, já na tal 2ª parte do concerto, Noah Lennox lá agarra as rédeas do show e toca "Comfy in Nautica", através do seu alterego Panda Bear. Interessante? Sim. Gostei muito. Necessário? No mínimo nonsense. Como se os Animal Collective não tivessem repertório suficiente para o concerto.

Quando a maior parte de um concerto é feita pela improvisação e os seus riscos associados, julgo que os únicos que ganham com isso, se é que ganham, são as bandas. Pretendendo fingir um certo não alinhamento standard na sua forma de ser, acabam por transformar o público em autênticas cobaias. Para isso, façam as suas junk-private-parties e chamem os amigos para verem se o que estão a imaginar para o próximo álbum presta ou não.


2008/05/30

Atlas Sound (1ª parte de Animal Collective) @ Lux, 28 Mai '08


Pelas 23h00, Bradford Cox, também conhecido pelo seu mais recente alterego, Atlas Sound, entra em palco para um dos concertos mais sui generis a que assisti na minha vida. Tinha grande expectativa, pois para mim, 'Let the Blind Lead Those Who Can See but Cannot Feel' é um dos discos de 2008.

Posso dizer que tive muita sorte. Sorte porque estava lá à frente, já que mal Cox entrou em palco ajoelhou-se no chão e começou, de uma certa forma desajeitada, a cantar e a tocar os seus temas. Como estava à frente, pude ver tudo. A maioria das pessoas não viu nada e não conseguia imaginar de onde vinha o som ou então pensava que aquilo seria música de ambiente enquanto aguardavam pelo artista que iria fazer a 1ª parte dos Animal Collective.

Este factor trouxe muitos pontos negativos ao espectáculo. Não propriamente ao artista, mas sim ao público. Apesar das condições serem favoráveis a tal, eu não me canso de dizer que os concertos em Portugal, mais concretamente em Lisboa, se tornaram uma especie de evento social. As pessoas vão não para apreciar o concerto, mas sim para conversarem durante o mesmo e marcarem pontos sociais.

O concerto em si foi bom, embora todo o ambiente já estivesse de certa forma a ser chatinho, pois só mais ou menos no fim do concerto, Bradford Cox resolveu dar um pouco mais de vida ao concerto com alguns temas mais interessantes do seu álbum. O alinhamento não foi o ideal, a assistência não sabia se havia de bater ou não palmas, alguns malabarismos bem conseguidos por Bradford Cox valeram-lhe a valente dor de pernas que deve ter tido ao fim de cerca de 35/40 minutos de concerto.


2008/01/20

The Go! Team @ Lux, 18 Jan '08


Acho piada como um concerto pode quase significar um evento social dentro de um determinado círculo de pessoas. Como numa espécie de casamento ou baptizado, na passada 6ª feira muito boa gente apareceu até ao Lux para assistir ao concerto dos britânicos The Go! Team.

Se muita gente sabia ao que ia, outros não faziam a menor ideia do que iam assistir e alguns ainda tiveram o descaramento de comparar os The Go! Team aos Cansei de Ser Sexy (não sei se foram as memórias do concerto do ano passado também ocorrido no Lux). O que é um facto é que ouvi alguns comentários deste tipo durante e depois do concerto.


Comparações à parte, o que importa é que os The Go! Team deram mais um excelente concerto por terras portuguesas (pelo que li na altura, o do Oeiras Alive! também foi excepcional). E assim, cerca das 23h30, o grupo sobe ao palco, de forma completamente informal e simpática, irradiando (já) alguma energia, antes mesmo do concerto ter início.
Se ao princípio, a voz da vocalista "Ninja" não parecia ter o destaque suficiente para ecoar pela sala e começar a pôr o pessoal todo a mexer, rapidamente ao fim de 2 ou 3 temas, a situação inverteu-se. Nem mesmo com o 2º tema da noite, o mais recente single, "The Wrath of Marcie", o público parecia dar sinal de "party on" na testa. Claro, havia excepções pela sala as quais começaram logo a dançar descontraídamente à abertura do concerto com "The Power Is On", extraído do primeiro álbum do grupo, 'Thunder, Lightning, Strike', o qual infelizmente pouca gente parecia conhecer.

O concerto começou a ganhar peso e mais contágio junto à assistência, sobretudo a partir do tema "Grip Like a Vice", primeiro single de 'Proof of Youth', sendo um dos melhores temas de 2007, na minha opinião. A partir daqui, a festa foi total. Com uma actuação em palco fantástica, com uma interacção com o público franca e sem pretensiosismos, os membros da banda iam simultaneamente mudando de posição no palco, como se estivessem numa partida de voleibol, mostrando o grande potencial e coesão de toda a equipa, realçando o domínio que possuem da Música como um todo (inclusive com temas que tiveram suporte de outros instrumentos, desde uma flauta, pandeiretas e uma harmónica).


Em termos de apresentação e dispersão dos temas dos 2 álbuns, julgo que foi muito bem equilibrado. Apresentaram os temas mais orelhudos de 'Proof of Youth', não ignorando os temas do primeiro álbum, de onde saíram, "Panther Dash", "Ladyflash", "Everyone's a V.I.P. to Someone", "The Power Is On", "Bottle Rocket", "Huddle Formation", "Junior Kickstart" e "We Just Won't to Be Defeated" (houve lugar a um tema desconhecido que no fim do concerto descobri o nome, através do set a que tive acesso: "A Version of Myself"). O concerto encerrou com "Titanic Vandalism", dando de seguida lugar aos 2 encores, a deliciosa e mais que aguardada "Doing It Right" (que eu berrava para o guitarrista), finalizando uma hora e tal de espectáculo com "Keys to the City".

Um concerto 6 estrelas! Venham mais assim. :)


:: "Flashlight Fight" pelos The Go! Team, (ainda) em audição via side-bar deste blog, nesta data.

.:: Artigos relacionados com os The Go! Team neste blog: 1. Kraak Sea Power!-Set, 17 Jan '08; 2. Clip: The Wrath of Marcie (The Go! Team)
[para artigos mais antigos, aceder através do link definido em 2.].

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2007/05/13

07-02-20/Patrick Wolf @ Lux


Tal como o recente concerto de Panda Bear, cá apareço eu tardiamente a fazer uma pequena nota sobre o concerto de Patrick Wolf, no passado dia 18 Abr '07 no Lux. Gostaria de ter mais tempo para este blog em particular, mas há coisas que não são elásticas, infelizmente.

Do que me lembro, basicamente o concerto foi muito bom, mesmo tendo Patrick Wolf ficado sem bagagem à chegada a Lisboa e ter comprado o primeiro trapinho que encontrou numa qualquer loja teen-franchisada. Patrick at his best.

De qualquer forma, já estava à espera de um concerto bastante interessante, pois o álbum 'The Magic Position' (que foi praticamente todo passado em revista) é um dos álbuns Top '07 o que já ajuda qualquer artista a desempenhar um bom espectáculo (excepção para Cat Power), e em particular a Patrick Wolf que consegue ser ao mesmo tempo provocador e carismático, já que o seu último trabalho não nos mostra apenas o ar festivaleiro da vida.

Os temas highlight passaram sobretudo por "Accident and Emergency", "Overture", "Tristan", "Magpie" e a deliciosa "The Magic Position". A tão esperada "Libertine" não apareceu para desconsolo de muito pessoal.

Patrick Wolf regressa a Portugal dia 4 Ago '07 para participar no Festival Sudoeste.

.:: Artigos relacionados com Patrick Wolf neste blog: 1. The Magic Position (Patrick Wolf) [links para artigos mais antigos através deste post].

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2007/04/22

07-05-15/Fujiya & Miyagi @ Lux


Pontualmente às 23h30 o duo britânico Fujiya & Miyagi entrou discretamente para o palco da melhor sala de concertos de Lisboa, o Lux. Tal como esperava e antecipava através deste post, o concerto foi bastante melódico, agradável e sobretudo preenchido por uma simplicidade quase que propositada.

Bastante simpáticos, os Fujiya & Miyagi apresentaram, acho que na totalidade, o seu recente trabalho, 'Transparent Things', para uma assistência que não esgotou a sala, mas que a compôs de uma forma também simples e organizada. Foram momentos bastante agradáveis, com vários corpos a mexerem-se, mesmo que discretamente, para um público ainda restrito que pediu por mais no fim, embora sem grandes hipóteses para os artistas, pois já não tinham nada mais a acrescentar, infelizmente.


Felizmente, regressaram ao palco, repetindo o seu tema de abertura do concerto e do álbum, uma das grandes músicas do mesmo, "Ankle Injuries", a qual ainda pode ser ouvida através do side-bar deste blog.

:: "Ankle Injuries" pelos Fujiya & Miyagi, (ainda) em audição no side-bar deste blog, nesta data.

.:: Artigos relacionados com os Fujiya & Miyagi neste blog: 1. Transparent Things (Fujiya-Miyagi); 2. Prémios by Kraak, #3; 3. Kraak Indie Wall-Set, 23 Dez '06; 4. Top Álbuns 2006 [Top 10].

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2006/04/22

06-07-16/X-Wife @ Lux




[photos by Kraak/Peixinho @ Lux, 2006.04.19 ]

A passagem dos X-Wife pelo palco do Lux no passado dia 19 Abr '06 mostrou-se quente, embora sem o glamour da chamada estreia/novidade, uma vez que não estava muito cheio e dado que o seu novo álbum, 'Side Effects', ainda não está totalmente divulgado. Nesta sessão foi apresentado o novo baterista da banda, André Hollanda (ex-Zen).


Com algumas (poucas) dificuldades pelo meio, apresentaram temas bastante apelativos do novo álbum, bem como algumas canções do anterior álbum, 'Feeding the Machine'. Destaque especial para a canção de encerramento, "Bright Lights Big City".

Um concerto bastante interessante, um pouco interactivo e onde em praticamente 1 hora os X-Wife mostraram que não se querem colar ao formato punk-rock pré-definido, mas sim a mostrar que querem reforçar as suas pisadas pela Europa fora com um novo formato musical.

2006/04/19

06-03-16/Spektrum

[ photo by Kraak/Peixinho @ Lux, 2006.04.14 ]

Premiados mais uma vez com um concerto dos Spektrum, o público nacional não exitou: apresentou-se no passado dia 13 Abr no Lux para mais uma hora de um espectacular concerto proporcionado por todos os elementos da banda, mas em especial, pelo sublime desempenho da vocalista Lola Olafasoye.


Um concerto de 1 hora, relativamente curto, mas excelente. Não foi preciso mais para o excelente show desta banda multi-cultural, desde a vocalista da Nigéria, aos baixo e bateria da Nova Zelândia e o impulsionador/criador do grupo, proveniente da Rússia. Juntaram-se todos em Londres para traçar o futuro da dance music.

"I don't need no lover I want a heart breaker"

2006/01/03

06-03-01/Mais Tops

Para além dos TOP30 CD's de 2005 e das 18 músicas que mais gostei de ouvir em 2005, hoje deixo por aqui o que de melhor de 2004 ouvi em 2005, além dos melhores concertos que assisti em 2005:

1) TOP2004 em 2005:

3. The Go! Team, "Thunder, Lightning, Strike"
2. Kasabian, "Kasabian"
1. The Killers, "Hot Fuss"

2) TOPConcerts:

4. The Kills @ Festival SW
3. Sigur Rós @ Coliseu de Lisboa
2. The Go-Betweens @ Zurique
1. LCD Soundsystem @ Lux

2005/10/05

LUX

Fez ontem 7 anos de existência, o espaço que mudou a noite lisboeta. Quem lá esteve diz que foi espectacular, apesar do caos à volta do espaço à beira-rio. Parabéns LUX. Contigo descobri muita coisa nova e contigo passei grandes momentos. Talvez mais um LUX fizesse falta à capital.

2005/09/26

Flanger

Já ouviram falar em Flanger? Pois, eu também não conhecia. Os dois responsáveis por este projecto (Atom Heart e Burnt Friedmann) combinam elementos do jazz tradicional com novas técnicas experimentais associadas à electrónica estilo techno. Uma mistura de tambores, piano, baixo cujo produto final é uma miscelânea de instrumentos irreconhecíveis. Vale a pena! 'Spirituals' é o seu último álbum e é bom saber que actuam no dia 29 @ Lux, Lisboa e no dia 30 @ Casa da Música, Porto.