2009/11/10

The Pains of Being Pure at Heart-"Higher Than the Stars"


Há uns tempos atrás havia quem dissesse que os norte-americanos The Pains of Being Pure at Heart nada mais precisavam provar pois parece que já tinham tudo aos seus pés. Afirmação no mínimo estranha para uma banda que lançou o seu álbum de estreia este ano.

Bem, na realidade, só gostei mesmo do EP homónimo lançado no ano passado e de uma ou outra música do álbum, já que, para mim, não basta que os TPoBPaH sejam tenrinhos e ternurentos para serem rotulados de imaculados por terem ressuscitado (?) o movimento shoegaze dos anos '80/'90, já que o seu álbum homónimo talvez se pudesse chamar Cocteau Valentine ou My Blood Twins ou qualquer combinação cut/copy + paste do mesmo tipo.

Recentemente os TPoBPaH lançaram um novo EP, 'Higher Than the Stars', que contem o tema que dá nome ao EP e uma remistura do mesmo tema feita pelos Saint Etienne. (Algo) engraçadinha a música sim, embora a minha insubordinação sirva para perguntar se os Joy Division também apareceram na mítica cassete C86... Enfim... Insolentes, indie-darlings wannabes ou peneirentos, os TPoBPaH?


Video Credits: kexpradio @ youtube.com

4 comentários:

Ledbetter disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ledbetter disse...

Permites-me discordar?:) Uma dia ia acontecer….;)
Na minha opinião os TPoBPaH talvez tenham ressuscitado o shoegaze/noise pop para um público quiçá mais mainstream, existem dezenas de outras bandas a fruir do movimento (o consenso geral diz-nos que foi “criado” pelos My Bloody Valentine , Lush e Ride) desde há já algum tempo para cá (Gliss; Engineers; 93 Million Miles From the Sun; Fleeting Joys; Scarlet Youth; The Vandelles,etc,etc)
Gostei do primeiro álbum ( e do EP) mas estas opiniões já são de carácter sensitivo e pessoal e delicado de discutir… Mas discordo do suposto cut/copy + paste abusador… diz-me uma banda recente que tenha criado o seu próprio género ou movimento? Isso acabou. Agora vive-se de experiências ilimitadas de junção, de apropriação e de alteração de todas as fibras que constituem largamente o tecido rock engendrado no sec anterior. Nada de mal nisso desde que o tom/espírito genérico final nos transmita relativa naturalidade e sinceridade. E aqui entram todas as infinitas varáveis sensitivas que nos fazem gostar ou não de um disco ou de uma banda. Se são peneirentos tenho pena…mas o temperamento não perpassa muito no disco.

Espero que não me leves a mal (eu sei que não).

Grande abraço

M.A. disse...

Os Pains não são geniais, nem são particularmente originais. Mas se há algo que ninguém lhes pode negar é o talento para escrever óptimas canções pop.
Quanto à sonoridade, acho que têm algo de shoegazing, mas muito pouco. As influências deles vêm de um pouco mais atrás, mais propriamente de bandas como os Shop Assistants e os Primitives. Digo isto porque, recentemente, tenho notado alguns equívocos em catalogar tudo o que tem algum fuzz de shoegazing. É claro que os "rótulos" valem o que valem e não são estanques, o que permite a cada um adaptá-los da forma que bem entender. Mas, também não é menos verdade que os "movimentos" musicais têm uma localização temporal definida que não deve ser sonegada.

Abraço

Ricardo disse...

concordo plenamente com a critica. e tive oportunidade de os ver ao vivo no festival Paredes de Coura, e foram mesmo "sem sal". Agora acha-se tudo boa onda, desde que se tenha um ar naif, e uma teclista com ar igualmente naif que toca uma teclazita de cada vez.
Pra mim, espreme-se e não sai sumo. Sorry folks...